O ator José de Abreu chega a Belo Horizonte na próxima semana para as gravações do filme “Encontro e despedida”. Escrito e dirigido por Guilherme Araponga, o longa tem Bernardo Filaretti, Luiza Filaretti e Eda Costa no elenco. A trama acompanha o reencontro de filho com o pai no leito de morte, inspirado em fatos ocorridos na capital mineira.

“A relação entre pai e filho é uma coisa que me interessa muito, perdi um filho quando ele tinha 21 anos e isso deixa marca muito grande. O roteiro é extremamente interessante, me pegou. As conversas com o diretor são sempre muito boas, estou bastante animado”, comenta José de Abreu. O filme deve estrear neste primeiro semestre.


• O FIGURINO DE EVA

Em cartaz no UNA Cine Belas Artes, em Belo Horizonte, o documentário “O silêncio de Eva”, dirigido por Elza Cataldo, revela um dos processos mais singulares de sua construção estética: a definição das cores dos figurinos a partir de imagens originalmente em preto e branco. Assinado pela figurinista Sayonara Lopes, o trabalho partiu de um impasse: como reconstituir com precisão cromática peças de uma época cujos registros visuais não preservaram as cores originais? “A questão das cores foi o maior desafio. Como filmes e fotos eram em preto e branco, como saber quais eram as cores reais daqueles figurinos?”, observa Sayonara.

Cores dos figurinos do filme 'O silêncio de Eva' foram originadas por sofisticado processo de reconstituição de imagens em preto e branco registradas no início do século 20

Reprodução

• ACROMATA

A solução envolveu um processo experimental e sensível, desenvolvido em parceria com a consultora Olga Barbosa, que é acromata (enxerga apenas em preto e branco). A partir de fotografias da época, cada figurino foi desenhado e reinterpretado com base na percepção visual de Olga. O método incluiu etapas distintas: inicialmente, a consultora trabalhou com uma caixa de lápis, escolhendo as cores intuitivamente, sem identificá-las. Em seguida, utilizou paleta em escala de cinzas, do branco ao preto, refinando a leitura tonal das imagens. O cruzamento de percepções permitiu à equipe estabelecer relações entre luz, contraste e cor, orientando escolhas mais precisas para os figurinos.

O resultado é uma construção cromática que não apenas busca fidelidade histórica, mas também respeita a lógica visual das imagens originais. A composição das peças, do desenho à costura, guiou-se por este estudo, garantindo unidade entre forma, textura e cor. “Foi uma experiência muito rica e um processo muito bonito de construção coletiva”, afirma Sayonara Lopes.

• ESTRELA DE CATAGUASES

O documentário resgata a trajetória de Eva Nil (1909-1990), estrela do cinema brasileiro que filmou em Cataguases no início do século 20, abandonou a carreira no auge e foi apagada da história. Dirigido e produzido por Elza Cataldo, “O silêncio de Eva” tem roteiro assinado por Christiane Tassis, Inês Peixoto e a diretora. A direção de fotografia é de Fernanda Tanaka e Marcelo Borja, com montagem de Armando Mendz. A atriz Inês Peixoto conduz a narrativa ao lado de Bárbara Luz, que dá vida a Eva nas sequências encenadas. Participam também os atores Eduardo Moreira, João Perdigão, Luís Parras, João Vitório e José Vilaça.

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• TRANS E MULHERES

Jeh Senhorini é a convidada do Alaíde Circuito de Música, festival dedicado ao trabalho de instrumentistas, intérpretes mulheres e pessoas trans. Jeh é conhecida pela sonoridade que mescla pop rock, MPB e forró, desenvolvida ao longo de 21 anos de carreira. O show está marcado para o próximo domingo (11/4), às 16h, no Centro Cultural Venda Nova. A cada edição, a banda do Alaíde, formada por Anna Lages, Babi Lómaz, Carol Ramalho, Luisa de Paula e Luísa Martins, convida uma artista diferente. Até agosto, o evento levará seis shows a diferentes centros culturais de BH, com entrada franca.

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