Pedrinho quer a chave da Sala de Troféus do Cruzeiro
"A atual SAF Cruzeiro está determinada a retomar a tradição, iniciada na década de 1990, de 'sempre estar' na disputa pelos títulos nacionais e internacionais"
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A rapidez e a gana com que o Cruzeiro correu ao “mercado da bola”, nos últimos dias, para resolver o revés no planejamento de reforços para o elenco, causado pelas seríssimas contusões de Gabriel Pec e Sinisterra, foram um sinal fortíssimo tanto para a Nação Azul quanto para seus principais oponentes.
Na crônica passada, logo após a derrota para o Botafogo, no Mineirão, esse rabiscador que aqui vos fala, ao apontar dúvidas sobre a qualidade do trabalho das categorias de base do clube (não dessa atual diretoria, que fique claro; mas sim de um período histórico que atravessa outras gestões da SAF Cruzeiro), escreveu:
“Não existe aqui um pedido esdrúxulo para a entrada imediata de jovens oriundos das categorias de base já contra o Coritiba, pelo Brasileirão; frente à Chapecoense, pela Copa do Brasil; ou no duríssimo embate da Libertadores, contra o Flamengo. Para esse nosso problemão de prazo e elenco curtos, não existe outra solução senão contratar rapidamente peças de altíssimo nível. ‘Ah, mas serão mais caros.’ Meu amigo, até quando você perde a chave de casa no domingo à noite, o preço do chaveiro é mais caro.”
A tinta ainda estava fresca no papel quando a diretoria do Cruzeiro começou a avançar fortemente na contratação do uruguaio Lucho Rodríguez e do ponteiro Wesley – ambos por empréstimo e longe de grandes leilões. Em meio à euforia pela boa nova, veio à tona outra cartada ousadíssima da diretoria celeste. Novas ofertas para trazer dois atacantes ainda mais poderosos e que estiveram na última Copa do Mundo: o também uruguaio Brian Rodríguez e Luiz Henrique.
Uma já melou. A outra tem pouquíssimas chances de vingar. Independentemente disso, ambas as tentativas mostram um Cruzeiro focando não só em suprir as perdas de curto prazo, mas, também, determinado em elevar o nível técnico do seu elenco. Melhor ainda: dando sinais claros de que se trata de uma estratégia de médio e longo prazos traçada juntamente com o comandante Arthur Jorge.
O anúncio das tratativas com o atacante João Costa (mesmo que esse jogador não passe de uma mera aposta), minutos depois de tornar pública a desistência por Brian Rodríguez, reforça essa gana por um elenco encorpado e com experiência internacional, o que é muito importante, tendo em vista que a meta é se manter nesse lugar por muitos anos.
Se toda essa movimentação por contratações dos últimos dias surtirá o efeito esperado, só saberemos quando a bola começar a rolar. Mas um fato é certo e traz profunda alegria: a atual SAF Cruzeiro está determinada a retomar a tradição, iniciada na década de 1990, de “sempre estar” na disputa pelos títulos nacionais e internacionais; e não isso ser “o objetivo do ano” esporadicamente.
No Brasileirão está claro. Mesmo com derrotas injustificáveis, como contra o Botafogo, o Cruzeiro brigará para garantir uma nova vaga na Copa Libertadores de 2027.
Passar pela Chapecoense e voltar a disputar o título da Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva – e dessa vez, conquistá-la, é a obsessão que nos guiará na noite de hoje.
Domingo, contra o Mirassol, logo após o apito final, todos os pensamentos estarão voltados para vencer a dupla batalha contra o Flamengo, o que nos deixará a poucos passos de reconquistar a América.
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Para o orgulho da Nação Azul, tudo indica que Pedrinho do SuperPovão BH está realmente determinado a fazer com que o Cruzeiro nunca mais perca a chave da sua Sala de Troféus.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
