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Sem tempo para ressaca. Vamos para a apuração das primeiras apresentações do Cruzeiro em 2026, ano do qual a Nação Azul ainda espera desfiles em campo capazes de trazer estandartes de ouro.
Por enquanto, do nosso barracão Toca da Raposa 2, só veio samba de uma nota só. Lampejos de bom futebol incapazes de deixar a torcida tranquila.
Sem delongas, vamos à apuração desse pré-Carnaval do Acadêmicos do Adenor, ou seja, o Cruzeiro de Tite.
ENREDO: A escolha de Tite como o “carnavalesco” trouxe consigo a narrativa de que o nível do trabalho tático de Leonardo Jardim seria mantido. Afinal, chegava um treinador de Seleção Brasileira, campeão de quase tudo no Brasil. Aqui, a pior nota: 3.
SAMBA: Nesse pré-Carnaval, a relação time-torcida não deu samba. Ao contrário, tem acontecido episódios controversos quanto à sua eficácia. Vide as vaias para William na partida contra o Coritiba.
A nota é ruim: 5. Mas não só para o treinador e o escrete. Ela também vem para nós, torcedores de arquibancada.
BATERIA: Coração e pulmão de uma escola de samba. Estão no som ritmado de seus instrumentos. É quem dá fôlego para aguentar o entrar e o sair da avenida.
Não precisa de muitos jurados para analisar o quanto o time ainda despenca no segundo tempo. Além das seguidas contusões. Nota 5 também.
ALEGORIAS E ADEREÇOS: O Cruzeiro de Tite, até aqui, tem pecado nesse quesito pelo excesso. Muita firula, invenções e variações desnecessárias. Uma hora, Christian na cabeça de área; noutra, pela esquerda. Voltar para o lugar de sempre, a direita. Banco de reservas.
Não dá mais para testar. A nota é 5 e com urgência por melhorar, para o bem do conjunto.
MESTRE SALA E PORTA-BANDEIRA: A indefinição tirou o 10 dos tempos de Leonardo Jardim. O setor responsável por proteger o nosso pavilhão – a defesa e a cabeça de área – viu desmoronar a segurança que passava em 2025. A inconstância tanto da nossa zaga quanto da nossa “volância” tem deixado a meta do Cruzeiro vulnerável.
Ou se volta a garantir um sistema defensivo sólido ou não teremos confiança em avançar as nossas outras alas. Nota, até aqui, 6.
COMISSÃO DE FRENTE: E quem vai ladear com o Kaio Jorge? Tite não tem resposta. Ninguém tem resposta. Chico da Costa, Sinisterra, Wanderson, Villareal, Kenji ou Arroyo? Até aqui, nenhum deles garantiu o lugar no abre-alas.
Apesar de Kaio Jorge ainda ser dono absoluto da nota 10 de todos os jurados, a indefinição de seu companheiro faz a escola perder pontos. Nota 7,5.
EVOLUÇÃO: Por todas as inconstâncias, o Cruzeiro de Tite não tem evoluído no ritmo esperado para sacudir a avenida ao grito de “é campeão”. Mas em se tratando de uma festa tão mágica e democrática, como é o Carnaval – e o futebol –, tudo é permitido, inclusive olhar para o encaixe de Gérson e Mateus Pereira no confronto contra a URT como um bom presságio.
Na possibilidade de sonhar, a nota é 8, com o gostinho apimentado de ilusão.
FANTASIA: Essa, apesar dos resultados negativos já terem trago uma realidade bem amarga, ainda continua a povoar a mente das arquibancadas. Sonhar com os títulos do Brasileirão e da Libertadores.
Por isso, recorrendo à Mocidade Independente de Padre Miguel, é preciso dizer que ainda é possível deixar a “mente vagar / não custa nada sonhar / viajar nos braços do infinito / onde tudo é mais bonito / nesse mundo de ilusão / transformar o sonho em realidade / e sonhar com o Cruzeirão é sonhar com o pé no chão”. Nota 9.
HARMONIA: A tão sonhada! A tão necessária para um desfile longo e duro como será a temporada 2026 para o Cruzeiro. Até aqui, não se viu.
Mas Carnaval é a possibilidade de fazer festa mesmo se a realidade nos indicar que não temos motivo para tal. Por isso, a nota é 10.
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Dez para o sonho. Dez para o nosso jeito cruzeirense de amar nosso time. O Carnaval passou, mas o nosso amor pelo Cruzeiro só está começando mais um desfile.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
