Você já pensou em como volta para o hotel depois que o último metrô passa? Eu, quando comecei a viajar, não pensava. Era a época do albergue em Budapeste, de andar horas em Londres para não pagar táxi, da classe econômica onde eu aprendi o valor das viagens. E foi assim que eu perdi o último metrô em Moscou e acabei vendo o sol nascer na Praça Vermelha. Bonito? Sim. Planejado? Nem um pouco.

É que a noite muda tudo numa cidade estrangeira. O transporte encolhe, o táxi fica mais caro, a bateria do celular está no fim e você não fala a língua de quem está na rua. Por isso, nessa coluna, eu vou te passar o roteiro que eu queria ter seguido naquela noite, e que serve para qualquer cidade do mundo.

Começa ainda de dia, no hotel. Descubra o horário do último trem da linha que te leva de volta, e não só o horário em que o sistema inteiro fecha, porque a sua estação de baldeação pode parar antes. Veja também se a cidade tem transporte de madrugada. Em Londres, algumas linhas do metrô funcionam a noite toda às sextas e aos sábados, e Paris tem uma rede de ônibus noturnos, o Noctilien. Anote tudo no celular, junto com o endereço do hotel.

Aliás, esse endereço precisa estar escrito na língua local. Em Moscou, no alfabeto cirílico. Em Tóquio, em japonês. De madrugada, mostrar a tela para o motorista resolve muito mais do que tentar pronunciar o nome da rua. Peça para a recepção escrever para você, ou tire uma foto do cartão do hotel antes de sair.

Depois, baixe o mapa da cidade para usar sem internet e descubra quais aplicativos de transporte funcionam ali. Nem todo país usa o mesmo aplicativo que a gente usa no Brasil, e descobrir isso de madrugada, com a bateria piscando, é o pior cenário possível. Por falar nisso, carregador portátil na bolsa, sempre. E, se você depende do celular para tudo, viaje com a internet resolvida desde o desembarque. Eu deixo aqui um desconto no chip para usar lá fora: https://omeuchip.com/discount/ESTEVAM

Na rua, a regra é simples: táxi, só no ponto oficial ou chamado pelo aplicativo. Motorista que aborda turista na saída da estação ou do bar é o roteiro clássico da corrida superfaturada, ou coisa pior. Se a volta passa de madrugada por um bairro que você não conhece, pagar o carro oficial sai mais barato que o susto.

E, se mesmo assim você perder o último trem, não saia andando sem rumo. Procure um lugar movimentado e iluminado, como a estação principal, a recepção de um hotel grande ou uma lanchonete aberta a noite toda. De lá, com o endereço escrito e o mapa no celular, você decide com calma entre esperar o primeiro trem da manhã e chamar um carro. Te garanto que a decisão fica muito mais fácil quando você não está no meio de uma rua escura tentando achar sinal.

Bom, eu não vou fingir que aquele amanhecer na Praça Vermelha foi estratégia. Ele aconteceu porque eu não tinha feito nada disso. Foi erro de quem estava começando, e é justamente por isso que eu conto. Eu errei pra você acertar.

E você, já ficou a pé de madrugada numa viagem? Me conta lá no Instagram, no @estevampelomundo. E vou deixar aqui o link do meu grupo de alertas de viagens, pra quem quer receber passagem em promoção no WhatsApp: https://estevampelomundo.com/alertas-de-voos

Até a próxima!

Lucas Estevam é criador do canal Estevam Pelo Mundo, no ar desde 2014, com mais de 2 milhões de seguidores e mais de 400 milhões de visualizações no YouTube. Já visitou mais de 100 países.


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