Luiz Felipe Ribeiro Rodrigues
Luiz Felipe Ribeiro Rodrigues
Advogado, Especialista e Mestre em Direito Empresarial. É sócio da Empresa Tríplice Marcas e Patentes e do escritório Ribeiro Rodrigues Advocacia
DIREITO E INOVAÇÃO

Deepfakes e antideepfakes

Como combater o uso danoso da IA

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Imagine uma sociedade em que as pessoas não podem mais confiar em seus próprios olhos para distinguir se determinados vídeos são verdadeiros. O governo, então, exige que sites e aplicativos instalem softwares antideepfakes para proteger os usuários de vídeos falsos. Como consequência, acaba surgindo um cabo de guerra entre criadores e detectores dos deepfakes.

 

Esse é o pano de fundo de “Os Deuses por trás das máscaras”, um dos contos escritos por Kai-Fu Lee e Chen Qiufan em 2041: Como a inteligência artificial vai mudar sua vida nas próximas décadas.

 

 

O livro, lançado em julho de 2022, traz breves histórias prevendo futuros cenários impactados pelo avanço da tecnologia e, principalmente, da inteligência artificial (I.A.).

 

Os contos são projetados para 2041, mas os próprios autores reconhecem que poderemos viver antes as situações neles descritas.

 

É o caso das deepfakes. Semanas atrás, por exemplo, durante a discussão sobre as movimentações do PIX, foram criados vários vídeos falsos, envolvendo o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em um deles, o falso Haddad dizia que o plano do governo era "taxar tudo".

 

Com os avanços da IA, qualquer pessoa pode criar deepfakes utilizando-se de softwares e serviços disponíveis em várias plataformas, e é cada vez mais difícil definir “a olho nu” a veracidade de um vídeo, de uma foto ou de um arquivo de áudio.

 

Não sabemos se, até 2041, já teremos meios eficazes de combatê-los ou de responsabilizar agentes pelo uso danoso da tecnologia.

 

Em Os Deuses por trás das máscaras, a solução imaginada é o uso da própria tecnologia, com a criação de “programas antideepfakes” como se fossem uma espécie de antivírus, que já estão presentes há anos em nossa rotina. Além disso, os autores sugerem que haverá leis impondo o uso dessas ferramentas.

 

No contexto atual, esse é o maior desafio. Já há atualmente regulação dispersa pelo mundo sobre o tema. Algumas preveem somente a responsabilidade dos indivíduos e outras impõem responsabilidade para as plataformas. Há, portanto, um impasse. A se considerar a posição recente da Meta e de outras empresas de tecnologia, ele persistirá por um bom tempo.

 

Como se sabe, o modelo de negócios delas favorece esse tipo de conteúdo, e monitorá-lo custa caro. Assim, sob o duvidoso interesse de defender a liberdade de expressão e com arranjos políticos poderosos, elas vão conseguindo mantê-lo, a despeito dos danos causados.

 

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O autor desta coluna é advogado, especialista e mestre em Direito Empresarial. É sócio da empresa Tríplice Marcas e Patentes e do escritório Ribeiro Rodrigues Advocacia. Sugestões e dúvidas podem ser enviadas para o e-mail lfelipeadvrr@gmail.com.

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