Em torno do senador Cleitinho (Republicanos), nome da preferência do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), o PL trabalha para construir uma “frente” de partidos que caminha em direção à direita pragmática, com a incorporação da Federação União Progressista. A chapa que se desenha teria o ex-prefeito Vittorio Medioli (PL) como vice de Cleitinho. Uma das vagas ao Senado já foi anunciada ao deputado federal Domingos Sávio (PL). E a segunda vaga seria dada a Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo. Cleitinho ainda não confirmou a sua intenção de concorrer. Ao mesmo tempo, uma segunda indefinição: se disputar, tem informado aos aliados que gostaria de ter Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos, vice em sua chapa. Esse será um dos temas que Flávio Bolsonaro e o PL de Minas irão abordar nesta quarta-feira, em Patos de Minas, com Falcão. O presidenciável cumpre agenda política com lideranças do agronegócio que participam da Fenamilho 2026.


Marcelo Aro em princípio trabalhava para a construção da mesma “frente” em torno da candidatura à reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Com a filiação do pré-candidato à reeleição e senador Carlos Viana ao PSD – o que teria ocorrido, segundo interlocutores do governador, sem a participação dele –, Aro em princípio se afastou, mantendo no governo o seu braço direito, Castellar Guimarães Neto, à frente da Secretaria de Estado de Governo. Dali acompanha a liberação de convênios e programas às prefeituras com as quais alinhava apoios.


Apesar do estremecimento inicial, Castellar manteve a ponte entre Aro e Mateus Simões. Neste momento, se reaproximam: o governador tem declarado que a “única” vaga ao Senado garantida em sua chapa é a de Marcelo Aro, a quem, nem faz tanto tempo, Cleitinho declarou apoio junto a Domingos Sávio. Mateus Simões sabe que precisa segurar Aro para manter em sua coligação a Frente União Progressista, presidida pelo prefeito Álvaro Damião (União). Por seu turno o prefeito guarda algumas refregas políticas com o governador. Se a eventual candidatura de Cleitinho já impõe um desafio ao crescimento de Mateus Simões, que também opera em órbita ao bolsonarismo, perder União e PP lhe traria isolamento político. Apesar de ter a máquina na mão e, com ela, um leque de possibilidades para alavancar a sua campanha, Mateus Simões precisa de uma coligação que lhe garanta tempo no horário eleitoral gratuito e aliados. Ao centro, a candidatura do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) vem mantendo conversações com o PSDB e também com o PT, sem contudo, avançar em compromissos em primeiro turno com petistas. Kalil acredita que assim como em eleições passadas, a esquerda, sem alternativas, irá apoiá-lo sem que para isso precise se comprometer com a candidatura de Lula no primeiro turno.


No campo lulista, também com indefinições, há uma movimentação que ganha corpo em torno da construção de um palanque ao governo de Minas sustentado por uma “frente democrática”, como vem sendo chamada, que incorpore o MDB de Gabriel Azevedo. Há um entendimento de segmentos na legenda de que as candidaturas à reeleição de Lula e de Marília Campos (PT) ao Senado, ambas prioridades da sigla em Minas, ganham mais sustentação e maior penetração social com uma embalagem ao centro político.


Embora o PT tenha definido em plenária no sábado (30) pela candidatura própria, esse caminho poderá levar ao isolamento a federação PT-PV-PCdoB, o que não agregaria novos apoios nem à candidatura de Marília Campos nem à de Lula. A legenda também considera conversações com o PSB, de Josué Gomes da Silva e de Jarbas Soares Júnior, mas, é no MDB que reside a aposta para a articulação para expandir a “frente democrática”. Nesta quarta-feira, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, vai se reunir em Brasília com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi e com Gabriel Azevedo. O emedebista já tem, no âmbito da federação, o apoio do PV e do PCdoB, além de vozes históricas no PT, como João Batista dos Mares Guia. Assim, o “vazio” deixado pela ausência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) vai se deslocando. A Lula, Edinho Silva e o PT de Minas querem apresentar o cardápio para a palavra final, da qual também deverá participar o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que também está sendo puxado pelo PSB e MDB para se pronunciar no caso mineiro.


Alguns clássicos da ciência política costumam dizer que em eleições de dois turnos, no primeiro, busca-se a identidade. E no segundo, a convergência: é o momento em que sobreviventes são obrigados a migrar para o centro para ampliar o alcance de sua mensagem. Em sociedades polarizadas, contudo, as eleições podem tomar atalhos: a ideologia, que costuma inflamar as massas no primeiro ato, sob a fome da vitória, cede ao pragmatismo, para antecipar o desfecho.

Com leite


As recentes críticas e divergências de Romeu Zema (Novo) dirigidas a Flávio Bolsonaro em crítica ao relacionamento dele com Daniel Vorcaro foram esquecidas, pelo menos por um momento. Durante a 21ª edição da Megaleite, no Parque de Exposições da Gameleira, ao lado de Mateus Simões, que mantém interlocução afinada com o a cúpula do PL mineiro, Flávio Bolsonaro, Zema e produtores posaram para um brinde.

Abraço de IA


Elaborado com apoio da IA, viralizou nas redes sociais um vídeo, que acompanha trend do Instagram, em que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), assiste a um jogo da seleção, ao lado do presidente Lula. Até terça-feira (2), a publicação já havia alcançado 2,1 milhões de visualizações, 60,7 mil curtidas, além de mais de 9 mil comentários e mais de 500 compartilhamentos. O alcance expressivo reforça a combinação entre entretenimento, redes sociais e figuras públicas, especialmente em um ambiente digital onde política e eleições seguem entre os temas de maior engajamento entre os brasileiros.

Alho


As Associações Nacional (Anapa) e Mineira de Produtores de Alho (Anipa) reivindicaram mudanças nos acordos para importação do alimento pelo Brasil. Com autoridades, cobraram medidas efetivas de proteção contra a importação de alho dentro de uma política antidumping. A reivindicação ocorreu durante reunião da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na segunda-feira (1º), em São Gotardo, um dos polos produtores de alho no Alto Paranaíba.

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