Em 2014, Ana Horta – leia-se Mão Dupla – teve uma ideia: criar um programa com decoradores que, juntos, formariam instituições carentes em nossa cidade. Ligou para a amiga e designer de interiores Fabiana Visacro para convidá-la a abraçar a ideia e comandar o programa. Convite aceito. Mangas arregaçadas e foi hora de estender o convite para as amigas, que aceitaram prontamente.


O primeiro trabalho foi no Lar das Idosas Santa Terezinha, em Santa Tereza, com 19 idosas. Entre os profissionais que abraçaram o trabalho estavam Rosinha Houri, Cláudia Sócoli, Érika Medeiros, Deusicleia Horta, Anna de Matos, Cida Teles, Deborah Mendes. No ano seguinte, foi a vez do abrigo TJ Crianças. E só pararam quando veio a pandemia.


Depois de uma parada obrigatória, o tempo se estendeu mais do que o previsto, mas o programa retorna agora, com força total, remodelado, ampliado e renovado. Podemos dizer que é uma evolução do Decor Solidário, porque agora uniram-se ao grupo arquitetos, paisagistas e engenheiros, e a turma achou necessária uma alteração no nome. Agora o programa passa a se chamar ArqDecor.

 


O propósito é o mesmo: criar ambientes mais dignos de moradia a quem precisa. A arquitetura e o design têm o poder de transformar vidas, já que espaços bem planejados promovem acolhimento, fortalecem vínculos e contribuem diretamente para o bem-estar das pessoas. A Mão Dupla Comunicação e a designer de interiores e psicóloga Fabiana Visacro continuam à frente do ArqDecor Social.


A iniciativa revitalizará instituições carentes de Belo Horizonte, criando ambientes que promovam pertencimento, dignidade e novas possibilidades para seus usuários. O movimento parte da premissa de que, ao transformar espaços, transforma-se também a forma como as pessoas vivem, convivem e enxergam seu futuro.


Nesta edição de retomada, a ação será a reforma da Associação de Cegos Louis Braille, instituição dedicada ao suporte, habilitação, reabilitação e promoção da autonomia de mulheres com deficiência visual, oferecendo acolhimento, atividades pedagógicas e convivência diária.

 


Segundo a coordenadora e porta-voz do projeto, Fabiana Visacro, a chegada de novas frentes profissionais amplia o impacto de cada intervenção. Projetar para uma instituição exige um olhar minucioso sobre funcionalidade, circulação e acolhimento. Quando se alinha o rigor técnico da arquitetura e da engenharia junto ao frescor do paisagismo e a destreza espacial do design de interiores, é possível transformar a rotina desses locais de forma positiva e definitiva.


As intervenções nas instalações da Associação de Cegos Louis Braille preveem a redistribuição dos layouts internos, adequação de rotas de acessibilidade, melhorias na iluminação natural e criação de áreas verdes funcionais adaptadas.


As obras começaram na última segunda-feira e estão previstas para terminar no dia 17 de setembro. Nem precisamos falar que toda ajuda é muito bem-vinda. A turma precisa principalmente de tintas, alguns mobiliários específicos e contribuição financeira para ajudar a arcar com os custos de mão de obra.


Quem puder contribuir pode entrar em contato pelo instagram @ArqDecor Social.

 

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* Isabela Teixeira da Costa/Interina

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