Desde que fiz minha cirurgia bariátrica – no último dia 31 completou nove anos – descobri a importância do ferro em nosso organismo. Se o nível de ferro não estiver acima de 70% da quantidade que precisamos, nosso organismo retém essa substância e não manda ferro para o que chama de supérfluo: cabelos e unhas. Me digam, quem acha que isso é supérfluo?
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Hoje, recebi um material interessante da Carnot Laboratórios, empresa farmacêutica com mais de 80 anos de atuação, focada em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos sobre como o cansaço persistente no verão pode ir além dos efeitos do calor e indicar deficiência de ferro, uma condição nutricional comum e muitas vezes silenciosa, que merece atenção especial de mulheres, crianças e adolescentes.
Embora o calor intenso e a desidratação expliquem a sensação constante de cansaço, falta de energia e dificuldade de concentração, especialistas alertam que, quando a fadiga persiste mesmo com descanso adequado, o problema pode estar relacionado à deficiência de ferro, uma condição frequente e muitas vezes silenciosa.
Segundo o dr. Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot, a deficiência de ferro afeta a capacidade do organismo de transportar oxigênio pelo sangue, impactando diretamente a disposição física e mental. “O ferro é essencial para a produção da hemoglobina. Quando seus níveis estão baixos, o corpo passa a funcionar em ritmo mais lento, o que se manifesta como cansaço, fraqueza, sonolência excessiva e queda de desempenho no dia a dia”, explica.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando cerca de 30% da população global. No Brasil, mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e adolescentes estão entre os grupos mais vulneráveis. Durante o verão, esse quadro pode se agravar devido à perda maior de líquidos e minerais pelo suor, além de mudanças na alimentação e na rotina.
O especialista destaca que quando a fadiga vem acompanhada de palidez, falta de ar aos esforços leves, tontura, dor de cabeça frequente ou queda de cabelo, é importante investigar. Outro fator que merece atenção é a alimentação. No verão, refeições mais leves e irregulares podem reduzir a ingestão de ferro, especialmente quando há baixo consumo de carnes, leguminosas e vegetais verde-escuros.
O diagnóstico da deficiência de ferro é feito por meio de exames laboratoriais simples, como hemograma e ferritina, e o tratamento deve ser sempre orientado por um profissional de saúde. Para o dr. Carlos, reconhecer os sinais do corpo é essencial para atravessar o verão com mais qualidade de vida.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
