O enfrentamento do aquecimento global baseia-se em um princípio bastante conhecido: é fundamental atuar para "atenuar" as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, "adaptar" as estruturas aos impactos que crescem ano a ano. A ocorrência recente de um verão sufocante e histórico relembrou exatamente essa necessidade.

Na França, por exemplo, o verão desse ano foi considerado o mais quente já registrado na história do país. O episódio extremo chamou a atenção pelas marcas térmicas alcançadas em território francês, superando com grande margem os dados medidos em levantamentos anteriores.

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A permanência desse registro no topo das estatísticas históricas, contudo, é cercada por incertezas. Não existe qualquer garantia de que esse recorde se mantenha por muito tempo, diante do avanço contínuo das alterações climáticas observadas a cada novo ano.

A investigação científica e as projeções do clima

Para entender o cenário e estruturar projeções sobre o futuro, o climatologista Robert Vautard desempenha papel central. O especialista atua como copresidente do Grupo 1 do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Com a experiência na liderança do Grupo 1 do IPCC, Robert Vautard analisa os aspectos físicos que governam os fenômenos extremos. A investigação conduzida pela ciência oferece a base técnica para projetar os próximos passos do clima, em um momento no qual o verão mais quente da história francesa pode não sustentar esse posto por muito tempo.

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