Ao comemorar seu centenário, a filóloga galega María Luisa López Grigera chamou a atenção ao brincar sobre o hábito de apreciar uma taça de vinho Albariño em momentos especiais. A declaração da centenária sobre a bebida costuma despertar curiosidade, mas especialistas e dados científicos fazem um alerta importante: não há comprovação científica de que o consumo de vinho ou de qualquer bebida alcoólica seja responsável por prolongar a vida.
Embora o vinho faça parte de suas tradições afetivas e culturais, a verdadeira explicação para a vida longa e lúcida de María Luisa passa longe do copo.
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O que realmente explica os 100 anos da pesquisadora?
Catedrática emérita de Filologia Hispânica da Universidade de Michigan e especialista no Século de Ouro espanhol, a professora atribui sua longevidade a uma combinação de genética, rotina saudável e estímulo mental constante:
1. Organização e estímulo cerebral contínuo
Há quatro décadas, María Luisa adotou o conselho de um médico americano: manter o cérebro bem organizado. Com uma vida inteira dedicada à leitura e à escrita, o hábito cognitivo contínuo ajudou a preservar sua capacidade mental e clareza intelectual ao longo dos anos.
2. Alimentação simples e natural
Sua rotina alimentar foca em refeições equilibradas, com porções pequenas e controladas:
Prioriza produtos frescos, verduras e proteínas variadas (animais e vegetais).
Evita alimentos ultraprocessados e refeições muito condimentadas.
3. Genética, caminhadas e laços sociais
Genética e mentalidade: Ela destaca que atingir os 100 anos é mérito de seus genes e da liberdade de pensamento incentivada por seus pais desde a infância.
Atividade física leve: Sem esportes intensos, sempre manteve o hábito diário de caminhar para favorecer a mobilidade.
Convivência diária: Valoriza o contato humano e mantém conversas diárias com familiares, como sua sobrinha, mantendo-se socialmente ativa.
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Uma trajetória de pioneirismo: Além de sua longevidade, María Luisa acumula marcos históricos em sua carreira: foi a primeira mulher a proferir uma conferência inaugural em uma universidade espanhola e chegou a recusar uma indicação para a Real Academia Espanhola (RAE) por ter a modéstia de considerar que outras mulheres tinham mais méritos na época.
