Câncer de próstata com metástases: estudo aponta ganho de sobrevida com hormonoterapia de segunda geração, e o tempo adicional dos pacientes chama atenção
Nova terapia hormonal combinada garante mais sobrevida e bem-estar para pacientes com metástase; avanço clínico foi comprovado em estudo europeu
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A inclusão de um terceiro medicamento ao protocolo contra o câncer de próstata com metástase permite prolongar em dois anos a sobrevida dos pacientes. Os dados procedem de um estudo apresentado no final de outubro durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (Esmo), em Madri, e foram veiculados pelo "franceinfo" nesta quarta-feira, 27 de outubro.
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O método consiste em uma hormonoterapia de segunda geração aplicada como tratamento complementar. Essa medicação se soma às abordagens habituais contra a doença, criando uma combinação de três fármacos destinada a conter o avanço tumoral em indivíduos que apresentam metástases.
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O câncer de próstata costuma ter resposta eficaz quando a detecção ocorre em estágio precoce. O cenário se torna muito menos favorável quando as metástases já aparecem no momento do diagnóstico inicial, período em que a sobrevida geralmente não supera quatro anos.
Avanços na rotina e no controle de sintomas
O professor Karim Fizazi, oncologista especializado em cânceres geniturinários e diretor-geral do Centre Oscar Lambret, avaliou a introdução da hormonoterapia de nova geração ao tratamento habitual. O especialista descreveu o ganho temporal obtido: "Acrescentamos dois anos adicionais de sobrevida".
O recurso terapêutico oferece benefícios expressivos para o bem-estar físico. O médico celebrou o impacto positivo no cotidiano: "Obtivemos um aumento na sobrevida global — e, sobretudo, na sobrevida livre de eventos — sem sinais precursores e sem que o câncer causasse transtornos aos nossos pacientes”
Esse terceiro medicamento é administrado em formato de comprimidos tomados de modo contínuo. A fórmula apresenta a vantagem de registrar boa aceitação pelo organismo, aspecto pontuado por Karim Fizazi: "Estes são comprimidos que têm a grande vantagem de serem bem tolerados, o que é uma notícia muito boa para os nossos pacientes".
Resultados de sobrevida a longo prazo
Os índices comprovam uma melhora importante na taxa de sobrevida prolongada com a combinação terapêutica:
Após sete anos do diagnóstico, metade dos pacientes que receberam a associação dos três medicamentos continuava viva.
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No mesmo intervalo de sete anos, apenas um terço dos indivíduos tratados sem a inclusão da nova hormonoterapia permanecia vivo.