Jeff Bezos projeta um futuro com humanos vivendo no espaço, mas é a escala dessa ocupação nas próximas duas décadas que mais chama atenção em sua previsão
Bilionário afirma que humanos habitarão o cosmos por pura escolha; robôs avançados e inteligência artificial assumirão todo o trabalho pesado
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Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, apresentou sua visão sobre o futuro da humanidade no espaço. O bilionário norte-americano afirmou que milhões de pessoas viverão fora da Terra nas próximas duas décadas, embora a inteligência artificial e os robôs tornem desnecessária a presença física humana longe do planeta.
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A declaração ocorreu durante a participação do empresário de 62 anos na Italian Tech Week 2025. Na ocasião, ele compartilhou uma previsão que situa por volta de 2045 a chegada de milhões de habitantes ao ambiente espacial.
"Acredito que nas próximas duas décadas, haverá milhões de pessoas vivendo no espaço. É assim tão rápido que isso avança", afirmou o empresário.
Escolha pessoal e o papel da robótica
O avanço populacional para fora da Terra não responderá a uma necessidade de trabalho. Para Bezos, a mudança será fruto de uma decisão pessoal: "a maioria viverá lá porque vai querer fazer isso. Não precisamos de pessoas vivendo no espaço".
O fundador da Blue Origin explicou que o desenvolvimento da tecnologia permitirá a execução de atividades externas sem a exigência de astronautas. Robôs avançados e sistemas automatizados farão as tarefas pesadas.
"Se você precisa fazer um trabalho na superfície da Lua ou em qualquer outro local, poderemos enviar robôs que façam essa tarefa. Isso será muito mais rentável do que enviar humanos", destacou Bezos.
A automação exercerá função primordial na operação dessas futuras instalações espaciais. A empresa aeroespacial do executivo já lançou o foguete "New Shepard" em uma quarta-feira, 13 de outubro, levando William Shatner, que se tornou a pessoa mais velha a viajar ao espaço, aos 90 anos.
Otimismo econômico com a inteligência artificial
Bezos também expressou otimismo em relação ao impacto financeiro proporcionado pela inteligência artificial. O empresário defendeu que criações técnicas transformam as estruturas sociais ao longo das eras.
"A abundância de nossa civilização provém de nossas invenções", sustentou o executivo ao citar o surgimento do arado, ocorrido há cerca de 10.000 anos, como exemplo histórico de transformação.
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Sob a perspectiva do fundador, as ferramentas tecnológicas modernas continuarão ampliando a riqueza coletiva, repetindo o efeito gerado pelas grandes inovações desenvolvidas no passado.