A Prefeitura de Sabará anunciou o encerramento do contrato de concessão com a Viação Nossa Senhora da Conceição (Vinscol), empresa que opera o transporte coletivo municipal há cerca de 40 anos. A decisão foi anunciada pelo prefeito Sargento Rodolfo na última sexta-feira (21) e marca o início de uma mudança no sistema de transporte público da cidade.
A troca, no entanto, não será imediata. A Vinscol continuará operando durante um período de transição estimado entre 45 e 60 dias, mantendo as linhas, horários e a frota atualmente em circulação. Paralelamente, a prefeitura pretende colocar em funcionamento um sistema emergencial com 30 vans, que serão incorporadas gradualmente ao transporte municipal.
A previsão é de que as primeiras vans comecem a circular na primeira quinzena de setembro. A tarifa permanecerá em R$ 5,40, e a administração municipal prevê ampliar o funcionamento do transporte até as 22h.
Segundo o prefeito, o novo sistema deverá atender principalmente regiões que hoje têm pouca ou nenhuma cobertura pelo transporte coletivo. As novas linhas e itinerários ainda estão sendo definidos pela equipe técnica do município.
"Este é um dos momentos mais importantes da nossa gestão. Estamos virando uma página de 40 anos na história do transporte de Sabará. É uma mudança que o povo pedia, que a cidade precisava e que a Prefeitura tinha o dever de fazer”, afirmou o chefe do Executivo.
Mudança ocorre após crise no transporte
O encerramento do contrato ocorre depois de meses de conflitos entre a prefeitura e a Vinscol e de reclamações de usuários sobre o funcionamento do transporte coletivo. A discussão também passou pela Câmara Municipal, que criou uma CPI para investigar o contrato de concessão e a prestação do serviço.
Após quase 180 dias de trabalhos, o relatório da comissão apontou supostos descumprimentos contratuais, inconsistências em planilhas de custos e falhas na prestação do serviço, incluindo questões relacionadas à renovação da frota e à qualidade do transporte oferecido aos passageiros.
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A relação entre município e concessionária também chegou ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Em julho, o órgão determinou que prefeitura e Vinscol negociassem a aplicação do reajuste técnico previsto no contrato e restringiu a operação de transporte paralelo nas linhas concedidas, salvo situações excepcionais devidamente justificadas.
