Com o orçamento apertado e endividamento recorde, parte da classe média brasileira tem optado por imóveis menores para realizar o sonho da casa própria. A tendência é impulsionada por apartamentos de dois dormitórios, que já representam mais da metade dos lançamentos em São Paulo, com a localização superando a metragem na lista de prioridades.

O movimento é fortalecido pela revisão dos limites de preço e renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em maio, 54% das unidades residenciais lançadas na capital paulista tinham dois quartos. Esses imóveis também foram responsáveis por 65% das vendas no período.

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Minha Casa, Minha Vida como motor

Especialistas apontam que os novos limites do programa habitacional ampliam o acesso à casa própria. A futura faixa 4, prevista para 2025, atenderá famílias com renda entre R$ 9.600,01 e R$ 13 mil, para imóveis de até R$ 600 mil.

Ely Wertheim, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), afirma que o MCMV hoje atende uma classe média que compraria um imóvel de R$ 600 mil, mas consegue adquiri-lo por R$ 450 mil ou R$ 500 mil com melhores condições.

A mudança demográfica também influencia o cenário. Dados apontam que 59% dos contratos do MCMV desde 2016 foram firmados por millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e 20% pela geração Z (1997-2012).

Já no Rio, a preferência é por estúdios e unidades de um quarto, especialmente na Zona Sul, Centro e Barra. Um empreendimento lançado no Centro do Rio, com 624 unidades, sendo 351 estúdios, vendeu 340 apartamentos em apenas 12 horas. Outro projeto na Barra Olímpica, com 1.313 unidades, das quais 900 eram estúdios, comercializou 1.100 no primeiro mês.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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