Até que ponto é possível tratar o câncer de mama com menos intervenções, sem comprometer a segurança e os resultados para a paciente? Essa é uma das questões que vêm transformando a mastologia e estará no centro do BreastMit 2026 - 7º Simpósio Internacional de Tratamento Mínimo e Imagem da Mama, nesta sexta-feira e sábado (6 e 7 de novembro).
Gratuito e online, o evento discutirá o desescalonamento terapêutico, abordagem que busca reduzir a intensidade do tratamento sempre que as evidências científicas permitirem. A proposta vai além de diminuir cirurgias: envolve reconsiderar condutas, evitar procedimentos desnecessários e preservar a qualidade de vida, sem renunciar à eficácia oncológica.
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A discussão também tem implicações econômicas. Dados do Observatório de Oncologia mostram que, entre 2015 e 2025, os procedimentos ambulatoriais de alta complexidade relacionados ao tratamento do câncer de mama no SUS somaram, aproximadamente, R$ 6 bilhões, incluindo quimioterapia e radioterapia. O levantamento evidencia a dimensão dos recursos envolvidos na assistência à doença.
Nesse cenário, quando clinicamente indicado, reduzir a extensão de cirurgias, evitar intervenções adicionais e adequar os tratamentos às necessidades de cada paciente pode contribuir para diminuir custos hospitalares, despesas com procedimentos e gastos associados à recuperação e ao manejo de efeitos adversos. A economia, porém, depende de cada situação clínica e deve ser avaliada sem perder de vista o principal objetivo: oferecer o tratamento mais adequado para cada mulher.
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O simpósio reunirá especialistas internacionais de destaque, entre eles Alastair Thompson, dos Estados Unidos, especialista em cirurgia oncológica da mama; Nisha Sharma, do Reino Unido; e Ritse Mann, dos Países Baixos, com atuação em diagnóstico por imagem.
A programação contempla tecnologias inovadoras de imagem, procedimentos minimamente invasivos, avaliação de lesões com potencial de malignidade incerto e redução da extensão do tratamento cirúrgico.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais, Henrique Lima Couto, o debate representa uma evolução importante na especialidade. “A boa medicina não se mede pela quantidade de procedimentos realizados, mas pela capacidade de identificar o que realmente traz benefício para cada paciente. O desescalonamento exige conhecimento, critérios rigorosos e evidências científicas. É avançar para um tratamento mais individualizado, evitando excessos sem comprometer a segurança oncológica”, afirma.
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Ao reunir congressistas de mais de 20 países, o evento amplia o intercâmbio internacional de conhecimento e coloca em pauta questões que impactam tanto a assistência quanto a sustentabilidade dos sistemas de saúde. O encontro visa aproximar os avanços científicos da prática clínica, além de explorar como a combinação entre diagnóstico preciso, avaliação individualizada e tratamentos menos invasivos, pode mudar a experiência de quem enfrenta o câncer de mama.
Serviço
BreastMit 2026 - 7º Simpósio Internacional de Tratamento Mínimo e Imagem da Mama
Datas: 6 e 7 de novembro
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Programação e inscrições: www.breastmit.com.br
