A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e ainda não tem uma causa única. De acordo com o neurocirurgião Orlando Maia, o desenvolvimento da doença resulta da combinação de diferentes fatores, como envelhecimento, predisposição genética, alterações nas proteínas do cérebro, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e hábitos de vida pouco saudáveis.
Embora a idade seja o principal fator de risco, o Alzheimer não faz parte do envelhecimento normal. "O diagnóstico precoce pode facilitar o planejamento do tratamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida", reitera Orlando.
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O médico destaca que manter a pressão arterial, o colesterol e o diabetes sob controle, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada e estimular o cérebro podem ajudar a reduzir o risco. Também é importante estar atento a esquecimentos frequentes que começam a interferir na rotina.
Mulheres precisam de atenção redobrada
Dois terços das pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres, e cerca de 80% dos casos não têm diagnóstico formal.
A maior parte das pessoas que vivem com demência no Brasil ainda não recebeu um diagnóstico formal, e a sobrecarga da doença ainda afeta mais as mulheres, pois 80% a 90% dos cuidadores de pessoas que vivem com Alzheimer são mulheres, que enfrentam sobrecarga física, emocional e cognitiva.
Aos 65 anos, o risco estimado é de uma em cada 5 mulheres, contra um em cada 10 homens.
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Segundo o neurocirurgião, após a menopausa, os fatores hormonais podem contribuir para o aparecimento do quadro em mulheres, sendo que, em estágios avançados, as mulheres tendem a apresentar sintomas clínicos mais graves do que os homens.
“Durante a perimenopausa e a menopausa, há muitas oscilações hormonais, e o estrogênio exerce diversas funções importantes para o cérebro feminino, pois participa do funcionamento dos neurônios”, explica o especialista.
Orlando alerta que a doença pode aparecer muito antes da velhice e é importante estar atento a sinais como esquecimento frequente que acaba atrapalhando a rotina. “Entretanto, é importante diferenciar esquecimentos ocasionais de um quadro neurodegenerativo. Se a perda da memória é progressiva, é importante investigar”, enfatiza.
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