O reencontro entre os jornalistas Fátima Bernardes e William Bonner na nova temporada do videocast "Cá entre nós", que a apresentadora comanda ao lado da filha Bia Bonemer, reacendeu o debate sobre a convivência após o divórcio. A interação amigável entre o ex-casal, separado desde 2016 e pais dos trigêmeos adultos Bia, Laura e Vinícius, serve de exemplo e levanta uma questão fundamental: como manter uma relação saudável e respeitosa depois do fim do casamento?
A resposta, embora complexa, passa por um pilar essencial: a maturidade para entender que o vínculo conjugal terminou, mas a parceria na criação dos filhos permanece. Essa transição exige esforço, comunicação clara e, acima de tudo, o estabelecimento de novos limites.
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Como manter uma relação saudável após o divórcio?
Para manter uma relação saudável após o divórcio, é crucial focar na comunicação respeitosa e objetiva, estabelecendo limites claros sobre a vida pessoal de cada um. A prioridade deve ser sempre o bem-estar dos filhos, criando um ambiente de cooperação e estabilidade emocional para eles.
O diálogo deve ser funcional e direcionado aos assuntos que ainda conectam o ex-casal, principalmente questões relacionadas aos filhos, finanças ou burocracias pendentes. É fundamental evitar que conversas se transformem em discussões sobre o passado ou em palco para mágoas não resolvidas. Manter a cordialidade não significa ser o melhor amigo do ex-parceiro, mas sim agir com civilidade.
Quais limites precisam ser estabelecidos?
Definir fronteiras é uma das partes mais importantes para garantir uma convivência pacífica. A ausência de regras claras pode gerar desconforto e conflitos desnecessários, minando os esforços para construir uma coparentalidade eficaz. Alguns acordos são indispensáveis para essa nova fase.
Veja os principais limites a serem definidos:
Canais de comunicação: Estabeleça qual será o principal meio de contato (WhatsApp, e-mail, telefone) e em quais horários assuntos não urgentes podem ser tratados.
Assuntos privados: A vida amorosa e pessoal de cada um não deve ser pauta de conversa. Respeitar a privacidade do outro é uma prova de respeito mútuo.
Espaço físico: A casa do outro deixou de ser um espaço compartilhado. Evite aparecer sem avisar ou agir com a mesma intimidade de antes.
Foco nos filhos: As interações devem, prioritariamente, girar em torno das necessidades dos filhos, como decisões sobre escola, saúde e rotina.
O papel do respeito na criação dos filhos
Quando os pais conseguem manter uma relação de respeito, os maiores beneficiados são os filhos. Crianças e adolescentes que testemunham a cooperação entre os pais, mesmo que separados, tendem a se sentir mais seguros e amparados emocionalmente. Eles aprendem que, apesar das mudanças, a estrutura familiar de apoio continua existindo.
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Uma coparentalidade bem-sucedida envolve não desautorizar o outro na frente dos filhos e evitar fazer críticas ao ex-parceiro. Essa postura demonstra maturidade e ensina uma lição valiosa sobre como lidar com adversidades e resolver conflitos de forma construtiva, protegendo a saúde mental de todos os envolvidos.
