Especialista em cuidados paliativos revela o horário em que as pessoas costumam morrer
A enfermeira de cuidados paliativos Julie McFadden, conhecida nas redes sociais como @hospicenursejulie, tem usado sua plataforma para educar milhões de pessoas sobre o processo natural do fim da vida. Com uma abordagem gentil e informativa, ela desmistifica um dos maiores tabus da sociedade, transformando o medo em compreensão. Com quase 20 anos de experiência […]
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A enfermeira de cuidados paliativos Julie McFadden, conhecida nas redes sociais como @hospicenursejulie, tem usado sua plataforma para educar milhões de pessoas sobre o processo natural do fim da vida. Com uma abordagem gentil e informativa, ela desmistifica um dos maiores tabus da sociedade, transformando o medo em compreensão.
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Com quase 20 anos de experiência como enfermeira, incluindo passagens por unidades de terapia intensiva (UTI) antes de se especializar em cuidados paliativos, McFadden reuniu suas experiências em seu livro de sucesso, "Nada a Temer: Desmistificando a Morte para Viver Plenamente" (em tradução livre). Em um vídeo recente, ela abordou uma dúvida comum e intrigante: existe um horário em que a maioria das pessoas morre? A resposta, segundo sua observação clínica, é surpreendente.
A observação da especialista
"Qual é o momento mais comum para morrer? Acho que você pode se surpreender com o que a minha experiência mostra", inicia a enfermeira no vídeo. McFadden revela que, com base em sua observação clínica e em conversas com outros profissionais da área, encontrou um padrão para essa pergunta, algo que nem mesmo ela havia notado no início de sua rotina.
A conclusão, segundo ela, é direta. "Com base na minha experiência e em evidências anedóticas… a maioria das pessoas morre entre 2h e 5h", afirma. Esse período da madrugada é conhecido informalmente por alguns profissionais como a "hora de deixar ir". Embora alguns estudos apontem picos de falecimento em outros horários, como entre 6h e 8h ou às 11h, a observação de McFadden e de seus colegas destaca o padrão durante as primeiras horas da manhã.
A possível explicação por trás do fenômeno
A principal razão para essa concentração de falecimentos na madrugada pode estar ligada ao nosso relógio biológico. O corpo humano opera em um ritmo circadiano, um ciclo de 24 horas que regula diversas funções fisiológicas. É justamente entre duas e cinco da manhã que nossos níveis de energia podem atingir o ponto mais baixo.
Nesse intervalo, a temperatura corporal e a pressão arterial caem, e a respiração se torna mais lenta. O ambiente também contribui. As madrugadas costumam ser silenciosas, com menos estímulos externos ou interrupções que possam manter o paciente conectado ao mundo. Como McFadden explica, "Tem menos gente tentando te segurar ali."
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A intenção da enfermeira não é gerar ansiedade em familiares que acompanham um ente querido. Pelo contrário, seu objetivo é trazer conforto através do conhecimento. "As pessoas vão fazer quando fizerem. O corpo delas vai soltar quando estiver pronto para isso. Tudo o que você pode fazer é estar presente para seu ente querido da melhor forma possível."
Ela reitera que, mesmo para profissionais que lidam diariamente com o fim da vida, a morte continua sendo um mistério. Por mais que a ciência avance, a experiência completa só será conhecida quando cada um de nós a vivenciar.
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O que acontece com o corpo na "hora de deixar ir"
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