ORIENTAÇÃO

Por que psicólogos recomendam esperar até 12 meses para apresentar novo parceiro aos filhos após o divórcio

Decisão precipitada pode gerar conflito de lealdade e até regressões comportamentais, como voltar a fazer xixi na cama

Publicidade
Carregando...

A dúvida sobre quando apresentar um novo parceiro aos filhos após o divórcio gera angústia. Por isso, a psicologia infantil oferece orientações para ajudar os pais a tomar essa decisão. Segundo especialistas, o ideal é aguardar que o relacionamento esteja consolidado antes de incluir as crianças na nova dinâmica. Em geral, esse período leva entre seis e 12 meses.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Qual o momento ideal para a apresentação?

O consenso entre terapeutas familiares é que o novo relacionamento precisa demonstrar estabilidade e um compromisso real. Além disso, a pressa pode expor a criança a uma sucessão de parceiros, caso a relação não avance, gerando um ciclo de vínculos e perdas.

Da mesma forma, especialistas em terapia familiar alertam que a criança precisa primeiro elaborar o luto da separação dos pais. Apresentar uma nova pessoa de forma prematura pode sobrecarregar seu mundo emocional e, consequentemente, atrapalhar esse processo delicado.

Por que essa espera é tão importante?

Quando os adultos apressam essa introdução, podem causar um forte sentimento de insegurança e confusão nos pequenos. Eles podem interpretar o novo parceiro como uma ameaça ou um substituto para o genitor que deixou a casa, criando, assim, um doloroso conflito de lealdade.

Essa instabilidade emocional frequentemente leva a regressões de comportamento, como voltar a fazer xixi na cama, apresentar crises de ansiedade ou dificuldades na escola. Por isso, a criança precisa sentir que seu espaço e sua relação com os pais continuam seguros.

Como deve ser feito o primeiro encontro?

Quando o relacionamento estiver maduro, a introdução deve ser gradual e natural. Primeiramente, o ideal é conversar com a criança sobre a existência de uma nova pessoa especial na vida da mãe ou do pai, sem criar grandes expectativas.

Depois, o primeiro encontro deve acontecer em um local neutro e divertido para a criança, como um parque ou uma sorveteria. A atividade precisa ser curta, leve e focada em uma interação casual, permitindo que todos se conheçam sem pressão.

Em resumo, a segurança emocional da criança deve guiar o calendário dos adultos, e nunca o contrário.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


Tópicos relacionados:

divorcio filhos pais

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay