Quando fazer 1ª mamografia? Idade não é único fator que define a indicação
Especialista explica quando o exame é recomendado para rastreamento e por que sintomas ou histórico familiar podem antecipar a investigação
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A dúvida sobre quando fazer a primeira mamografia é comum entre mulheres, especialmente a partir dos 40 anos. A idade, porém, não é o único fator considerado na decisão. Histórico familiar, características individuais e a presença de alterações nas mamas também podem influenciar a indicação do exame.
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“Cada paciente tem uma história e necessidades diferentes. Por isso, diante de dúvidas sobre a saúde das mamas, sintomas ou histórico familiar, o primeiro passo é buscar uma avaliação médica. Durante a consulta, é possível entender o contexto de cada caso e, quando necessário, orientar a paciente sobre quais exames ou avaliações devem ser realizados”, explica o médico Marcelo Godoi Cavalheiro
Entre os sinais que merecem avaliação estão nódulos persistentes na mama ou axila, alterações na pele, mudanças recentes no mamilo, secreção espontânea e alterações no formato ou contorno da mama. Nem toda alteração significa câncer, mas a investigação adequada é importante para identificar sua causa.
O histórico familiar também pode modificar a estratégia de acompanhamento. Casos de câncer de mama ou ovário em parentes próximos, diagnósticos em idades mais jovens e alterações genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, podem exigir uma avaliação individualizada.
A detecção precoce é uma das razões pelas quais o rastreamento tem papel importante no cuidado com a saúde da mulher. A mamografia pode identificar alterações suspeitas antes do aparecimento de sintomas e, no caso do rastreamento bienal entre 50 e 74 anos, o INCA aponta benefícios comprovados, incluindo redução da mortalidade por câncer de mama.
Para quem vai realizar o exame pela primeira vez, também é comum haver dúvidas sobre o procedimento. A mamografia envolve a compressão das mamas para obtenção das imagens, o que pode causar desconforto ou sensação de pressão. Antes do exame, é importante seguir as orientações do serviço, informar sobre uma possível gravidez, comunicar sintomas ou alterações e, quando disponíveis, levar exames anteriores para comparação.
Outro ponto de atenção é a diferença entre mamografia e ultrassonografia. Os exames têm funções distintas e, em determinadas situações, o ultrassom pode complementar a mamografia. A escolha depende da idade, dos sintomas, das características das mamas e da hipótese que está sendo investigada.
Se necessário, a paciente pode solicitar uma consulta, permitindo que converse com profissionais de saúde e esclareça dúvidas sobre prevenção, sintomas e acompanhamento, respeitando os limites da telemedicina.
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