Diagnóstico tardio de alteração cardíaca alerta médicos em todo o Brasil
Cardiopatias detectadas na infância exigem acompanhamento contínuo na vida adulta; entenda a importância do diagnóstico precoce da doença
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A morte de Lucia Sisic, eleita Miss Áustria 2024, aos 22 anos, confirmada nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2026, acendeu um alerta global sobre os perigos das cardiopatias congênitas não acompanhadas adequadamente na vida adulta. A jovem, que convivia desde a infância com uma cardiopatia congênita e passou por sete cirurgias cardíacas ao longo da vida — a mais recente no início de 2025 —, teve seu óbito confirmado, embora a causa oficial não tenha sido divulgada. O caso evidencia uma falha que vai além do diagnóstico inicial: a transição do cuidado pediátrico para o adulto.
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O caso joga luz sobre uma realidade cada vez mais comum. Com o avanço da medicina, a maioria das crianças com problemas no coração sobrevive e chega à fase adulta. No entanto, muitas delas abandonam o acompanhamento médico por acreditarem que estão curadas, o que representa um risco silencioso e potencialmente fatal.
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O que é cardiopatia congênita?
A cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge antes do nascimento, durante a formação do feto. Essas alterações podem variar de simples, sem sintomas, a complexas, exigindo múltiplas intervenções cirúrgicas ao longo da vida do paciente.
Essa condição é uma das malformações de nascença mais comuns em todo o mundo. O tratamento precoce permite que a grande maioria dos pacientes tenha uma vida normal, mas a necessidade de monitoramento contínuo é fundamental para prevenir complicações tardias, como arritmias, insuficiência cardíaca e até mesmo morte súbita.
Por que o acompanhamento na vida adulta é crucial?
Muitos jovens que passaram por cirurgias cardíacas na infância se sentem saudáveis e deixam de visitar o cardiologista. Esse abandono do tratamento é o principal fator de risco. O coração que foi operado pode sofrer alterações ao longo dos anos, e somente o monitoramento periódico pode detectar esses problemas antes que se tornem graves.
A transição do acompanhamento do cardiologista pediátrico para o especialista em cardiopatias congênitas do adulto é um passo essencial. Esse profissional tem o conhecimento específico para lidar com as particularidades de um coração que já foi submetido a procedimentos corretivos.
Quais são os principais sinais de alerta?
Adultos com histórico de doenças cardíacas na infância devem ficar atentos a sintomas que podem indicar uma complicação. A recomendação é procurar um médico imediatamente caso note algum dos seguintes sinais:
cansaço excessivo para realizar atividades rotineiras;
falta de ar durante esforços ou mesmo em repouso;
tonturas frequentes ou episódios de desmaio;
palpitações, sentindo o coração bater de forma irregular, muito rápido ou forte;
inchaço sem causa aparente nos tornozelos, pernas ou abdômen;
cianose, que é a coloração azulada nos lábios e pontas dos dedos.
Como garantir um cuidado contínuo e seguro?
A principal recomendação é manter a disciplina com as consultas regulares, mesmo na ausência de sintomas. O cardiologista definirá a frequência ideal para os retornos, que pode variar de semestral a anual, dependendo da complexidade de cada caso.
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Além das consultas, a realização de exames periódicos, como eletrocardiograma e ecocardiograma, é vital para monitorar a saúde do coração. Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática de exercícios físicos supervisionados e evitando o consumo de álcool e tabaco, também contribui significativamente para a longevidade e qualidade de vida do paciente.