Anomalia de Ebstein: entenda a doença rara da filha de Juliano Cazarré
Maria Guilhermina voltou ao CTI e mobiliza orações; entenda a cardiopatia congênita rara, suas causas e como funciona o tratamento
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Maria Guilhermina, de 4 anos, filha de Leticia e Juliano Cazarré, foi internada no Centro de Terapia Intensiva neste domingo. A menina convive com sequelas da anomalia de Ebstein, uma rara cardiopatia congênita, e já passou por diversas cirurgias desde seu nascimento, em junho de 2022.
Leticia divulgou a notícia nas redes sociais e pediu orações pela recuperação da filha. Ela afirmou que a criança está estável, mas precisa de suporte e da realização de exames.
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"Depois de quatro dias doente, um deles sentada trabalhando 10h seguidas, eu jurei que o meu domingo seria 100% de descanso (merecido!) e com as crianças. Quantas vezes pode um alguém se enganar? Céus! Deus tinha, obviamente, outros planos. E, claro, mesmo que eu não entenda, os planos dEle são sempre melhores e mais perfeitos que os nossos", escreveu Leticia.
Ela completou: "Maria Guilhermina está estável, mas precisando de suporte e de exames. Quando a gente entra no CTI, nunca sabe quando vai sair. Reze com a gente para que seja breve!".
O que é a anomalia de Ebstein?
A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia rara que afeta a válvula tricúspide, responsável por separar o átrio direito do ventrículo direito. Essa estrutura permite que o sangue que já oxigenou o corpo retorne ao coração. O fluxo passa pelo átrio direito, atravessa a válvula tricúspide e chega ao ventrículo direito, de onde é bombeado para ser oxigenado novamente.
Nesta condição, a válvula tricúspide se localiza abaixo do normal, já dentro do ventrículo direito. Isso faz com que parte do ventrículo se incorpore ao átrio, que aumenta de tamanho e perde sua função adequada. O formato anormal das estruturas da válvula também pode causar o refluxo de sangue para o átrio.
Muitos pacientes com a anomalia têm um orifício entre as câmaras superiores do coração, como um defeito do septo atrial ou um forame oval patente (FOP). O FOP é uma abertura normal em bebês antes do nascimento, que geralmente se fecha depois. Essas aberturas podem reduzir a quantidade de oxigênio no sangue, causando uma coloração azulada nos lábios e na pele, conhecida como cianose.
A doença também pode levar ao aumento do coração, insuficiência cardíaca e arritmia, caso não seja tratada.
Causas e tratamento
A causa da anomalia de Ebstein não é definida. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais tenham um papel. Histórico familiar de defeitos cardíacos ou o uso de medicamentos pela mãe durante a gestação, como o lítio, podem aumentar o risco.
O problema pode ser identificado durante o pré-natal, na ultrassonografia morfológica. Em caso de suspeita, a gestante é orientada a fazer um ecocardiograma fetal para confirmar o diagnóstico.
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O tratamento é cirúrgico e, geralmente, definitivo. Na operação, a válvula pode ser trocada ou restaurada.