Sabrina Sato participa de projeto que divulga o TDAH nas escolas
Campanha foi lançada nesta terça-feira, em São Paulo. Iniciativa oferece formação gratuita a educadores e fomenta a inclusão de alunos com o transtorno
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A trilha "TDAH Levado a Sério na Escola" foi lançada pela Apsen indústria farmacêutica, nesta terça-feira, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, numa tarde de palestras e conversas sobre o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O objetivo do projeto, que contou com a presença de especialistas, educadores e da apresentadora Sabrina Sato, é aproximar ciência e educação para contribuir com a identificação precoce do TDAH e promover uma trajetória escolar mais inclusiva para crianças e adolescentes.
Em formato totalmente on-line, a iniciativa permite que educadores de todo o Brasil participem da formação gratuita, voltada à identificação do TDAH e das principais comorbidades (como a dislexia, por exemplo), além de apresentar e discutir estratégias cientificamente embasadas para manejo do TDAH na sala de aula. "Até o momento, foram treinados 1 mil educadores, mas o propósito do projeto é ampliar a informação nas escolas, com base na ciência, com a seriedade que o tema merece", comenta a vice-presidente executiva da Apsen, Renata Spallicci.
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O grande diferencial do curso é apresentar as estratégias que foram investigadas cientificamente e cujos resultados foram publicados na literatura especializada. Os professores recebem um certificado do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, uma instituição de ensino superior, após a avaliação que ocorre ao final do curso.
Como reconhecimento, as escolas que engajarem pelo menos 50% de seu corpo docente na trilha receberão o selo "Esta escola leva o TDAH a sério". O conteúdo parte do entendimento de que a escola exerce papel fundamental na identificação precoce dos sinais do TDAH, formando o professor para ser um observador qualificado. As ferramentas oferecidas auxiliam na identificação de sinais que impactam o rendimento e o convívio social, sem rotular ou estigmatizar o aluno.
"O educador é, muitas vezes, o primeiro a notar que algo não vai bem. Essa trilha oferece o embasamento científico necessário para que o professor se torne um observador qualificado, capaz de identificar sinais precoces que comprometem o aprendizado e a saúde mental do aluno. Ao democratizarmos esse conhecimento, garantimos que a criança ou o adolescente chegue ao suporte especializado no tempo certo.
Na saúde e na educação, o conhecimento é a base da inclusão", explica Paulo Mattos, psiquiatra e pesquisador do Idor.
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Durante o evento, a apresentadora Sabrina Sato contou que descobriu que tinha TDAH na adolescência, mas tinha pouca informação sobre o tema à época. "Eu era retirada da sala de aula várias vezes, porque os professores não aguentavam minha hiperatividade", comentou. Sabrina disse que não é verdade que a pessoa diagnosticada com TDAH não consiga se dar bem no mercado de trabalho. "A gente encontra mecanismos de lidar com o transtorno", referindo-se ao apoio de especialistas e da família no enfrentamento dos sintomas.
O TDAH no ciclo de desenvolvimento escolar
O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica de causas genéticas, caracterizada por níveis de desatenção, inquietude e impulsividade que não condizem com a etapa de desenvolvimento do indivíduo. Estima-se que o transtorno afete cerca de 5% das crianças e adolescentes em idade escolar no mundo.
Sinais e impactos: na infância e adolescência, o TDAH manifesta-se por meio de dificuldades persistentes em manter o foco, organização precária de tarefas e impulsividade motora ou verbal.
No ambiente escolar, isso pode afetar a aprendizagem, muitas vezes levando ao isolamento social e à baixa autoestima se não houver a intervenção correta.
Tratamento e abordagem: o cuidado com o TDAH deve envolver diversas frentes, combinando acompanhamento psicológico, suporte na escola e, quando indicado, suporte farmacológico.
Atualmente, as opções terapêuticas dividem-se entre estimulantes e não estimulantes, como a atomoxetina. Embora os estimulantes sejam historicamente considerados tratamento de primeira linha, recentes artigos científicos apontam que medicamentos não estimulantes também podem ser considerados opções de primeira linha em perfis específicos de pacientes.
Essa classe atende a perfis que precisam de maior tolerabilidade e de um controle contínuo do foco e da impulsividade ao longo do dia, permitindo um tratamento individualizado, adequado às características e à rotina de cada paciente.
A adesão ao projeto "TDAH Levado a Sério na Escola" está disponível para escolas públicas e privadas de todo o Brasil, que podem inscrever seus professores gratuitamente por meio do portal oficial: www.tdahlevadoaserio.com.br.
O novo projeto conta com o aval científico do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
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