Cachorros podem usar piscadas como uma forma de comunicação, revela uma pesquisa da Universidade de Parma, na Itália. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (26) na revista "Royal Society Open Science".

A investigação aponta que os cães não só se comunicam piscando, como também piscam com mais frequência quando veem seus donos fazerem o mesmo. Análises anteriores já indicavam um comportamento parecido, mas envolviam cenários complexos que dificultavam a interpretação.

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No novo estudo, os pesquisadores avaliaram o ato de piscar de forma isolada em 35 cães, sendo 17 fêmeas e 18 machos. Cada animal assistiu a dois vídeos de 40 segundos com três pessoas em cada um.

No primeiro vídeo, o dono, um homem desconhecido e uma mulher desconhecida piscavam uma vez a cada três segundos. No segundo, as mesmas pessoas apenas olhavam para a frente, sem piscar. As sessões foram gravadas e analisadas por um sistema especializado em movimentos faciais.

Cães piscam para quem conhecem

A equipe observou que os cachorros piscavam mais quando expostos aos vídeos de pessoas piscando, especialmente ao verem seus tutores. Com isso, os cientistas concluíram que a frequência das piscadas é influenciada tanto pelo ato de ver alguém piscar quanto pela relevância social da pessoa envolvida.

Isso não significa que os cães imitam o piscar de olhos do dono. Não houve indícios de que os animais fossem mais propensos a piscar até 1,5 segundos após o piscar de uma pessoa, fosse ela o tutor ou um desconhecido.

Os cientistas acreditam que os cachorros piscam mais para refletir atenção, sob o efeito de um mimetismo automático ou por processos sociais mais amplos. "Nossos resultados sugerem que o piscar de olhos pode desempenhar um papel no repertório comportamental dos cães em contextos sociais", considera a equipe.

Os autores esperam que a pesquisa incentive futuras investigações sobre como as taxas de piscadas e a sincronização variam em diferentes contextos sociais dos cães, considerando ambientes e parceiros de outras espécies.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.


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