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Seu cachorro não late à toa: o que cada latido realmente quer dizer

Descubra os diferentes tipos de latido de cachorros, o que cada um significa e como entender emoções, sinais de alerta e pedidos

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Entre todos os sons que um cão emite, o latido é o que mais chama atenção no dia a dia. Longe de ser apenas “barulho”, esse som funciona como um sistema de comunicação completo. Por meio dele, o animal consegue avisar sobre perigos, pedir atenção, expressar medo, frustração ou entusiasmo. Observar o contexto, a postura do corpo e o tipo de latido ajuda o tutor a entender o que o cachorro está querendo transmitir.

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Em 2025, estudos sobre comportamento canino indicam que o cão adapta o latido conforme a situação, mudando tom, intensidade e frequência. Isso significa que um mesmo animal pode “falar” de maneiras bem diferentes ao longo do dia. Ao aprender a ouvir com atenção, o tutor passa a interpretar melhor esses sinais e responder de forma mais adequada às necessidades do pet.

Os cães têm diferentes tipos de latido?

Especialistas em comportamento animal descrevem vários tipos de latido, ligados a emoções e objetivos distintos. Um latido agudo e rápido costuma apontar para animação ou ansiedade, enquanto um som mais grave e prolongado está normalmente associado a alerta ou incômodo. No ambiente doméstico, é comum o cão alternar entre “latido de brincadeira”, “latido de guarda”, “latido de solidão” e até latidos ligados à dor.

Ao mesmo tempo, o corpo do cão reforça a mensagem. Rabo abanando, postura relaxada e latidos curtos tendem a indicar estado amistoso. Já o corpo rígido, pelos eriçados e latidos graves sugerem que o animal está em posição de defesa. Por isso, interpretar o latido isoladamente pode levar a enganos; é o conjunto de sinais que revela o que o cão pretende comunicar.

Alerta, medo, excitação ou pedido de atenção: o tom, a intensidade e a frequência do latido ajudam a identificar o que o cachorro está sentindo – depositphotos.com / dasha11

Latido de alerta, medo e excitação: como reconhecer?

Em situações de alerta, o cão costuma emitir um latido médio a grave, repetido em intervalos regulares, geralmente direcionado à origem do estímulo, como o portão ou a janela. É frequente quando alguém se aproxima da casa ou quando um ruído desconhecido surge no corredor do prédio. Nesse caso, o animal sinaliza que percebeu algo diferente no ambiente.

O latido de medo, por sua vez, tende a ser mais agudo e acelerado, muitas vezes acompanhado de recuo do corpo, orelhas para trás e cauda baixa. Pode acontecer diante de fogos de artifício, tempestades ou visitas estranhas em ambientes pouco familiares. Já o latido por excitação, muito comum quando o tutor chega em casa ou pega a guia para passear, é marcado por som mais agudo, ritmo rápido, saltos e movimentos intensos de cauda, demonstrando alta energia e expectativa.

  • Alerta: tom médio ou grave, pausado, direcionado a um ponto específico.
  • Medo: tom agudo, sequência rápida, corpo encolhido.
  • Excitação: tom mais alto, repetitivo, muita movimentação corporal.

Como o tom, a intensidade e a frequência indicam emoções?

Três elementos ajudam a decifrar a “linguagem” dos cães: tom, intensidade e frequência do latido. O tom está ligado à altura do som: mais agudo ou mais grave. Em geral, latidos agudos sugerem estados de maior ansiedade, empolgação ou medo, enquanto os mais graves se relacionam a alerta, irritação ou tentativa de afastar algo considerado ameaçador.

A intensidade diz respeito ao volume. Um latido muito forte pode indicar grande nível de excitação, estresse ou urgência, como quando o cão insiste em latir para um estranho no portão. Latidos mais suaves costumam ser observados em pedidos de atenção dentro de casa, como diante do pote de comida vazio ou da porta fechada de um cômodo onde o tutor está.

Já a frequência se refere à quantidade de latidos em determinado período. Sequências rápidas, quase sem intervalo, aparecem em momentos de alta agitação, seja por alegria, ansiedade ou medo. Latidos espaçados, com grandes pausas, podem indicar simples monitoramento do ambiente, sem grande tensão envolvida. A combinação desses três fatores, somada ao contexto, permite identificar melhor o que o animal sente.

Quais são os latidos mais comuns no dia a dia?

Alguns padrões se repetem com frequência nas casas e nas ruas. Entre eles, destacam-se os latidos de brincadeira, pedido de atenção, frustração, solidão e dor. Reconhecer cada um ajuda o tutor a ajustar rotina, ambiente e manejo para favorecer o bem-estar do cão e reduzir ruídos desnecessários.

  1. Latido de brincadeira: aparece em interações com pessoas ou outros cães. O som costuma ser mais agudo, intercalado com pequenos rosnados suaves, corpo relaxado, rabo em movimento e postura de convite para brincar, com patas dianteiras abaixadas.
  2. Latido de pedido de atenção: o cão encara o tutor, emite um ou poucos latidos curtos e aguarda resposta. Pode ocorrer perto da porta, do pote de água ou do brinquedo preferido.
  3. Latido de frustração: geralmente mais insistente, pode vir acompanhado de choramingos. Surge quando o animal quer algo e não consegue alcançar, como uma bola presa sob o sofá.
  4. Latido de solidão: comum em cães que passam muitas horas sozinhos. Tende a ser repetitivo, em sequência longa, às vezes combinado com uivos. Indica possível quadro de tédio ou ansiedade de separação.
  5. Latido de dor ou desconforto físico: pode ser súbito, mais agudo, emitido ao toque ou durante um movimento específico. Nesses casos, a orientação é buscar avaliação veterinária.
Ao compreender os diferentes tipos de latido, tutores conseguem responder melhor às necessidades do cão e promover uma convivência mais equilibrada – depositphotos.com / AllaSerebrina

Como os tutores podem lidar melhor com os tipos de latido?

A interpretação correta dos diferentes tipos de latido permite respostas mais adequadas às necessidades do cão. Em vez de apenas tentar silenciar o animal, muitos profissionais sugerem que o tutor identifique a causa: medo, alerta real, tédio, falta de exercício ou dor. A partir disso, é possível ajustar rotina, enriquecer o ambiente e, quando necessário, recorrer a orientação de adestradores ou comportamentalistas.

Algumas estratégias costumam auxiliar no dia a dia:

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  • Rotina de exercícios: caminhadas regulares, brincadeiras e estímulos mentais reduzem latidos ligados ao excesso de energia.
  • Ambiente enriquecido: brinquedos interativos, mordedores e locais confortáveis para descanso diminuem o tédio e, com isso, os latidos repetitivos.
  • Treinamento com reforço positivo: recompensar momentos de silêncio em situações que costumam gerar latidos ajuda o cão a aprender novos comportamentos.
  • Atenção ao contexto: observar horários, gatilhos e postura corporal facilita identificar se o latido é de alerta, medo, alegria ou frustração.

Com esse entendimento, o latido deixa de ser apenas ruído e passa a ser visto como parte da forma de comunicação do cão. Ao reconhecer os diferentes tipos de latido e o que cada um significa, tutores ganham um recurso importante para construir uma convivência mais tranquila, respeitosa e segura com o animal.

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