O Agosto Verde-Claro chama a atenção para a conscientização sobre os linfomas, grupo de cânceres que acomete o sistema linfático e pode se manifestar por sinais muitas vezes negligenciados pela população. Nos últimos anos, a hematologia oncológica viveu uma transformação significativa, impulsionada pelo desenvolvimento de novas terapias que vêm ampliando as possibilidades de tratamento e os desfechos para os pacientes.


Entre os avanços mais recentes está a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do glofitamabe, um medicamento indicado para pacientes com um tipo agressivo de linfoma que voltou após o tratamento ou não respondeu às terapias disponíveis e que não podem ser submetidos ao transplante de células-tronco.





A nova opção amplia as possibilidades de tratamento para um grupo de pacientes que, até então, contava com alternativas mais limitadas. O medicamento se soma a outras inovações que vêm transformando o cuidado dos linfomas, como terapias-alvo, imunoterapias, anticorpos monoclonais e a terapia celular CAR-T.



De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 15.630 novos casos de linfoma por ano no Brasil entre 2026 e 2028, sendo 12.560 de linfoma não Hodgkin e 3.070 de linfoma de Hodgkin.


Apesar dos avanços terapêuticos, o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para ampliar as chances de sucesso do tratamento. Entre os sinais de alerta estão o aumento persistente de gânglios ("ínguas"), especialmente quando indolores, além de febre sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso inexplicada e fadiga persistente.



"Vivemos uma mudança muito importante no tratamento dos linfomas. Hoje contamos com terapias-alvo, imunoterapias, anticorpos monoclonais e terapia celular CAR-T, além da chegada de novas moléculas que ampliam as possibilidades terapêuticas e trazem resultados cada vez mais promissores para muitos pacientes. Ao mesmo tempo, é fundamental que a população esteja atenta aos sinais da doença. Todos nós temos gânglios pelo corpo, mas quando eles aumentam, permanecem por semanas ou vêm acompanhados de outros sintomas, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa", explica Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center.



Os linfomas também estão entre os cânceres mais frequentes na infância e na adolescência. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), eles figuram entre os três tipos de câncer pediátrico mais comuns. Embora os sinais possam ser semelhantes aos observados em adultos, como aumento persistente dos gânglios, febre, perda de peso e suor noturno, o reconhecimento precoce dos sintomas e a avaliação especializada são fundamentais para o início oportuno do tratamento.

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"Hoje, os linfomas pediátricos apresentam altas taxas de cura graças aos avanços no diagnóstico e nas opções terapêuticas. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento. Além disso, o diagnóstico preciso, o acompanhamento por uma equipe especializada em oncologia pediátrica e o acesso às terapias mais atuais fazem toda a diferença nos resultados desses pacientes", afirma Viviane Sonaglio, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo.


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