Novas regras do Ministério da Saúde para a doação de sangue no país passarão a valer a partir de 30 de setembro. As atualizações incluem a redução no tempo de espera para pessoas com tatuagem ou que tiveram certos problemas de saúde.

Quem fez tatuagem, micropigmentação ou piercing poderá doar sangue após sete dias, desde que consiga comprovar que o estabelecimento possui alvará sanitário regularizado. Caso não haja essa comprovação, o tempo de espera será de quatro meses. Antes, o período variava de seis a 12 meses.

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O prazo de quatro meses também se aplica a quem colocou piercing na boca ou na região genital, perfurações consideradas de alto risco para infecções. Doadores com múltiplos parceiros sexuais casuais ou ocasionais deverão aguardar o mesmo período após o último contato, independentemente de gênero ou orientação sexual. A regra anterior previa 12 meses de espera.

Mudanças no quadro de saúde

Pessoas com histórico de tuberculose poderão doar dois anos após a cura da doença, uma redução significativa em relação aos cinco anos exigidos anteriormente. Para quem passou por cirurgia bariátrica e atingiu um peso estável, o intervalo para doação caiu de 12 para seis meses.

O tempo de espera para quem realizou endoscopia ou colonoscopia foi reduzido de seis para quatro meses. Já pessoas com rinite não precisam mais esperar após o desaparecimento dos sintomas para poder doar.

Regras para medicamentos e infecções

O uso de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, exige um período de quatro meses de espera para a doação. Usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) que tomam o medicamento oral devem aguardar quatro meses após a última dose, enquanto para a versão injetável o prazo é de dois anos.

Quem teve hepatite B ou C após os treze anos é considerado inapto. A exceção é para o relato de infecção aguda por hepatite A, que pode permitir a doação.

A nova portaria também estabelece inaptidão temporária para algumas infecções virais:

  • SARS-CoV-2 (Covid-19): 10 dias após o fim dos sintomas.

  • SARS-CoV-1: 30 dias após o fim dos sintomas.

  • Oropouche: 4 semanas após o fim dos sintomas, com acréscimo de 30 dias para quem teve contato sexual com alguém diagnosticado nos últimos 2 meses.

  • Chikungunya: 30 dias após o fim dos sintomas.

  • Mers: 30 dias após o fim dos sintomas.

Inclusão de novos doadores

Pessoas diagnosticadas com câncer poderão doar sangue cinco anos após o tratamento, desde que a cura ou remissão seja confirmada. A regra não se aplica a quem teve melanoma, leucemia, linfoma ou mieloma.

Outros grupos antes considerados inaptos de forma definitiva também foram incluídos. É o caso de pessoas com hipertireoidismo, desde que não seja a doença de Graves, e portadores de tireoidite de Hashimoto.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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