Maternidade tardia: como se preparar física e emocionalmente
Mulheres acima de 35 anos enfrentam desafios específicos na gravidez; médicos e psicólogos orientam sobre cuidados essenciais
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A decisão de ter filhos mais tarde é uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Dados recentes mostram que o número de filhos de mães com mais de 40 anos cresceu 16,8% entre 2018 e 2023. Seja por prioridades na carreira, busca por estabilidade financeira ou o desejo de encontrar o parceiro ideal, muitas mulheres optam pela maternidade após os 35 anos. Essa escolha, embora cercada de maturidade, exige uma preparação cuidadosa tanto do ponto de vista físico quanto emocional para garantir uma gestação saudável e tranquila.
Engravidar em uma fase mais madura da vida traz uma bagagem de experiências e segurança que pode ser muito positiva. No entanto, é fundamental estar ciente dos desafios específicos e adotar cuidados preventivos para a saúde da mãe e do bebê. A preparação consciente é o primeiro passo para uma jornada bem-sucedida.
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O que é considerada maternidade tardia?
A maternidade tardia refere-se à gravidez que ocorre a partir dos 35 anos. Essa idade é um marco na medicina porque, estatisticamente, a fertilidade feminina começa a diminuir de forma mais acentuada e aumentam os riscos de certas complicações durante a gestação e o parto.
Quais os riscos de uma gravidez após os 35?
Embora uma gestação saudável seja totalmente possível, a idade pode influenciar alguns fatores de saúde. Os principais pontos de atenção médica incluem:
Maior probabilidade de desenvolver condições como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia (pressão alta).
Aumento do risco de alterações cromossômicas no bebê, como a síndrome de Down.
Taxas mais elevadas de parto prematuro ou necessidade de cesariana.
Diminuição natural da reserva ovariana, o que pode dificultar a concepção e, em alguns casos, levar à busca por técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).
Como se preparar fisicamente para a gestação?
A preparação física é um dos pilares para uma maternidade tardia segura. O ideal é iniciar os cuidados antes mesmo de engravidar, em um processo conhecido como planejamento pré-concepcional. As principais recomendações são:
Consulta médica completa: realize um check-up geral para avaliar a saúde, investigar doenças preexistentes e verificar a necessidade de atualizar vacinas.
Suplementação de ácido fólico: o uso da vitamina, recomendado para todas as gestantes, é crucial para prevenir malformações no sistema nervoso do feto e deve ser iniciado meses antes da concepção.
Estilo de vida saudável: mantenha uma alimentação balanceada, pratique atividades físicas regularmente e evite o consumo de álcool e cigarro. O controle do peso também é um fator importante.
E o planejamento a longo prazo?
Para mulheres que planejam postergar a maternidade, o congelamento de óvulos surge como uma estratégia preventiva importante. Realizar o procedimento preferencialmente antes dos 35 anos aumenta as chances de uma futura gravidez, utilizando óvulos mais jovens e com maior qualidade.
Qual o papel da preparação emocional?
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto a preparação física. A maturidade pode trazer mais resiliência para lidar com os desafios da maternidade, mas a ansiedade em relação aos riscos e ao futuro do bebê também pode ser maior. Construir uma rede de apoio sólida, com parceiro, amigos e familiares, faz toda a diferença. Além disso, participar de grupos de apoio, especialmente os voltados para mães de primeira viagem acima dos 35 anos, pode ser uma fonte valiosa de troca de experiências e acolhimento. Se necessário, buscar o suporte de um psicólogo também pode ajudar a organizar os sentimentos e a alinhar as expectativas para essa nova fase da vida.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.