DESCONFORTO

Andar descalço no inverno faz mal? O que realmente aumenta o risco de gripe

Especialista explica por que o frio, sozinho, não é responsável pela doença

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No inverno é comum ouvir recomendações para evitar andar descalço ou tomar friagem para não ficar gripado. Embora essa seja uma crença bastante difundida, a relação entre o frio e a doença não é tão simples quanto parece.

Segundo a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, enfermeira Claudia Bis, a gripe é causada por vírus e não pela exposição às baixas temperaturas. "O frio, por si só, não provoca a gripe. A doença é transmitida pelo contato com o vírus influenza, principalmente por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar", explica.
 

No entanto, a enfermeira ressalta que alguns comportamentos mais comuns durante o inverno podem favorecer a disseminação de vírus respiratórios.

Permanência em ambientes fechados: nos dias frios, as pessoas costumam passar mais tempo em locais fechados e com pouca circulação de ar. Esse cenário favorece a transmissão de vírus entre os indivíduos.
 
 
Ar seco e irritação das vias respiratórias: a baixa umidade do ar, característica do inverno em diversas regiões do país, pode ressecar as mucosas do nariz e da garganta, deixando-as mais vulneráveis à entrada de microrganismos.
Menor exposição ao sol: a redução da exposição solar durante os meses mais frios pode impactar os níveis de vitamina D, nutriente que desempenha um papel importante no funcionamento do sistema imunológico.
 
Contato mais frequente com pessoas doentes: a maior circulação de vírus respiratórios no inverno também contribui para o aumento dos casos de gripe e resfriados.
 
DESCONFORTO
 
De acordo com a enfermeira, andar descalço ou sentir frio nos pés pode causar desconforto, mas não é suficiente para desencadear a doença.
"Manter-se aquecido é importante para o conforto e o bem-estar, mas as medidas mais eficazes para prevenir a gripe continuam sendo a vacinação anual, a higienização das mãos, a boa ventilação dos ambientes e a adoção de hábitos saudáveis", orienta.
Além desses cuidados, o uso de máscara descartável em caso de sintomas respiratórios ou em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, assim como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, continuam sendo medidas importantes para reduzir a disseminação de vírus respiratórios. Hábitos amplamente adotados durante a pandemia permanecem eficazes na prevenção da gripe e de outras infecções respiratórias.
Em caso de febre persistente, falta de ar ou agravamento dos sintomas, é importante procurar atendimento médico. "Muitas crenças populares acabam sendo passadas de geração em geração, mas é fundamental buscar informações baseadas em evidências para cuidar melhor da saúde", avalia.

 

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