O caso da mulher suspeita de participar do assassinato do próprio companheiro na madrugada desta sexta-feira (10/7), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acende um alerta sobre a importância de identificar comportamentos de risco em relacionamentos. Segundo a Polícia Militar, o homem de 34 anos foi morto a tiros no bairro Belo Vale, e testemunhas relataram ter visto a namorada da vítima no local do crime.
O caso de violência não é isolado. No Brasil, quatro mulheres são assassinadas por dia por seus companheiros ou ex-companheiros. De acordo com o Senado Notícias, em 2025, mais de 1.248 homens mataram mulheres no país, e 66,3% foram mortas dentro de casa. Muitas vezes, sinais de que uma relação se tornou perigosa são sutis e podem ser confundidos com excesso de cuidado ou ciúme, evoluindo para situações de violência física ou psicológica.
O que caracteriza um relacionamento abusivo?
Um relacionamento abusivo é definido pelo exercício de poder e controle de uma pessoa sobre a outra. Essa dinâmica se manifesta por meio de manipulação emocional, intimidação, isolamento social, controle financeiro e pode, em casos extremos, escalar para agressões físicas e colocar a vida da vítima em risco.
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5 sinais de alerta em um relacionamento
Reconhecer os padrões de comportamento é o primeiro passo para quebrar o ciclo de abuso. Abaixo, listamos cinco atitudes que servem como um importante sinal de alerta e indicam que a relação pode ser perigosa.
1. Isolamento de amigos e família
O parceiro ou parceira tenta afastar a vítima de sua rede de apoio. Isso pode acontecer com críticas constantes a amigos e familiares, criação de conflitos ou proibição de encontros. O objetivo é tornar a pessoa totalmente dependente, fragilizando-a emocionalmente e dificultando a busca por ajuda externa.
2. Controle excessivo e monitoramento
A necessidade de saber onde a pessoa está, com quem conversa e o que faz a todo momento é um forte indício de comportamento controlador. Isso inclui exigir senhas de redes sociais e celular, verificar mensagens e telefonemas ou aparecer de surpresa em locais para vigiar.
3. Ciúme possessivo
O ciúme deixa de ser um sentimento natural e se transforma em uma ferramenta de controle. Acusações infundadas de traição, crises por causa de roupas ou conversas com outras pessoas e a tentativa de ditar o comportamento do outro são manifestações de possessividade, não de cuidado.
4. Humilhação e críticas constantes
A violência psicológica mina a autoestima da vítima. Críticas destrutivas sobre a aparência, inteligência ou capacidade profissional, muitas vezes feitas em público, são uma forma de humilhação. O agressor busca fazer com que a pessoa se sinta inferior e incapaz de viver sem ele.
5. Ameaças veladas ou diretas
Qualquer tipo de ameaça, seja contra a integridade física da vítima, de seus filhos, animais de estimação ou até mesmo ameaças de suicídio por parte do agressor, é um grave sinal de perigo. Essa tática de intimidação cria um ambiente de medo constante e paralisa a vítima.
Como buscar ajuda ao identificar os sinais
Se você reconhece um ou mais desses sinais em seu relacionamento ou no de alguém próximo, é fundamental agir. O caminho para sair de uma relação abusiva pode ser desafiador, mas existem recursos disponíveis. Veja o que fazer:
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Converse com pessoas de confiança: procure amigos ou familiares para compartilhar o que está acontecendo e criar uma rede de apoio.
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Documente as agressões: guarde mensagens, e-mails, fotos de ferimentos ou qualquer outra prova que possa ser usada futuramente.
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Procure apoio especializado: psicólogos, assistentes sociais e Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) podem oferecer orientação e suporte.
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Busque ajuda legal: procure uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou a Defensoria Pública para orientações sobre medidas protetivas e outros procedimentos legais.
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Ligue para a Central de Atendimento à Mulher: o número 180 é um canal gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia em todo o Brasil. Ele oferece escuta e orientação qualificada.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
