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'Dor de tempo': por que seu corpo parece prever a mudança no clima

Dores de cabeça e nas articulações antes da chuva não são imaginação; a ciência explica como a variação da pressão atmosférica afeta nosso corpo

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Seu joelho já "avisou" que a chuva estava chegando? Ou uma dor de cabeça insistente surgiu horas antes de uma frente fria? Você não está imaginando coisas. A sensação de que o corpo consegue prever a mudança no tempo é uma queixa comum e possui uma explicação científica ligada às variações da pressão atmosférica, embora estudos mostrem associações modestas e variáveis, a resposta seja individual e não haja um consenso científico universal.

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Esse fenômeno, popularmente conhecido como "dor de tempo", afeta principalmente pessoas com condições crônicas, como artrite, enxaqueca ou fibromialgia, além daquelas com cicatrizes ou lesões antigas. A mudança climática não causa a doença, mas pode intensificar os sintomas já existentes.

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O que é a 'dor de tempo' e por que ela acontece?

A "dor de tempo" é o nome popular para o desconforto físico, como dores de cabeça ou nas articulações, que surge antes de mudanças climáticas. Ela ocorre porque a queda na pressão atmosférica, que geralmente precede a chuva, permite que tecidos e fluidos no corpo se expandam, pressionando nervos e áreas sensíveis.

Como a pressão atmosférica afeta o corpo?

A pressão barométrica é o peso que o ar exerce sobre nós. Quando uma frente fria ou uma tempestade se aproxima, essa pressão diminui. O corpo humano, que possui sua própria pressão interna, reage a essa alteração externa de maneiras específicas. Vale notar que alguns estudos não encontraram essa correlação, indicando que a experiência pode variar significativamente entre indivíduos.

  • Nas articulações: a queda da pressão externa permite que o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, se expanda ligeiramente. Em quem já tem inflamação, como na artrite, essa expansão comprime ainda mais os nervos, causando dor.

  • Na cabeça: a variação de pressão pode criar um desequilíbrio entre a pressão do ar nos seios da face e no ouvido interno e a pressão do ambiente. Isso é um gatilho conhecido para dores de cabeça e crises de enxaqueca.

  • Em cicatrizes: o tecido de uma cicatriz é menos elástico que a pele normal. A expansão dos tecidos ao redor pode esticar essas áreas mais rígidas, gerando desconforto ou dor no local de uma cirurgia ou lesão antiga.

Quem é mais propenso a sentir essas dores?

Embora qualquer pessoa possa sentir os efeitos, alguns grupos são mais vulneráveis a essas dores relacionadas ao clima. A sensibilidade varia, mas geralmente inclui:

  • Pessoas com artrite reumatoide ou osteoartrite;

  • Indivíduos que sofrem de enxaqueca crônica;

  • Pacientes com fibromialgia;

  • Pessoas com lesões articulares ou ósseas prévias;

  • Quem possui cicatrizes cirúrgicas extensas.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas com essas condições experimentam sensibilidade às mudanças climáticas, sendo esta uma característica individual.

Como aliviar os sintomas da dor de tempo?

  • Mantenha-se aquecido, pois o frio pode contrair os músculos e piorar a dor.

  • Pratique exercícios leves de alongamento para melhorar a flexibilidade das articulações.

  • Evite o excesso de sódio, que pode contribuir para a retenção de líquidos e inchaço.

  • Acompanhar a previsão do tempo pode ajudar a se antecipar aos sintomas, permitindo o uso de analgésicos sob orientação médica antes que a dor se intensifique.

  • Manter um diário de sintomas relacionando-os com as condições climáticas pode ajudar você e seu médico a identificar se há um padrão individual.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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