DIA MUNDIAL DO CÉREBRO

5 hábitos que ajudam a preservar a saúde cerebral após os 50 anos

Confira os hábitos, comprovados cientificamente, que ajudam a preservar a saúde cerebral

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Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde cognitiva ao longo da vida. O tema ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento da população e do aumento dos casos de demência em todo o mundo.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 57 milhões de pessoas viviam com demência em 2021. A estimativa é de que quase 10 milhões de novos casos sejam registrados todos os anos, tornando a doença uma das principais causas de incapacidade entre idosos e a sétima principal causa de morte no mundo.

O envelhecimento não significa, necessariamente, perda importante da memória ou desenvolvimento de demência. Mesmo com as mudanças naturais da idade, o cérebro continua capaz de desenvolver novas conexões. Esse processo, conhecido como neuroplasticidade, reforça a importância de manter a mente ativa para preservar memória, cognição e autonomia ao longo do envelhecimento.

De acordo com o neurologista Tiago Garcia de Oliveira, especialista em distúrbios do movimento da MedSênior, manter a mente estimulada é tão importante quanto cuidar da saúde física.

“O cérebro precisa ser constantemente desafiado. Quanto mais variadas forem as atividades cognitivas realizadas ao longo da vida, maior tende a ser a reserva cognitiva, que funciona como um fator de proteção diante do envelhecimento e de algumas doenças neurodegenerativas”, explica.

Cinco hábitos para manter o cérebro ativo

Assim como o corpo, o cérebro também precisa ser exercitado. Confira cinco hábitos recomendados pelo especialista para preservar a saúde cerebral.

1. Cultive o hábito da leitura: livros, jornais e revistas estimulam linguagem, memória e interpretação. Reservar alguns minutos do dia para a leitura já representa um importante exercício para o cérebro.

2. Nunca pare de aprender: aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical ou desenvolver uma nova habilidade estimula áreas cerebrais relacionadas ao aprendizado, à memória e à resolução de problemas.

3. Exercite o raciocínio com jogos: jogos da memória, quebra-cabeças, sudoku, palavras cruzadas, caça-palavras, dama, xadrez e bingo ajudam a exercitar atenção, concentração, memória e raciocínio lógico, além de proporcionarem lazer e interação.

4. Mantenha uma vida social ativa e exercite a criatividade: conversar, participar de grupos, frequentar oficinas e realizar atividades em equipe estimulam diferentes funções cognitivas e ajudam a reduzir o isolamento social. Atividades como pintura, música, artes manuais e outras experiências criativas também ativam diferentes áreas do cérebro, favorecem o aprendizado e promovem bem-estar emocional.

5. Cuide também da saúde do corpo: atividade física regular, sono de qualidade, alimentação equilibrada e o controle de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado também ajudam a preservar a saúde cerebral.

“Não existe uma atividade isolada capaz de prevenir o declínio cognitivo. O que faz diferença é a combinação de hábitos saudáveis mantidos ao longo do tempo. Essa estratégia é respaldada por evidências científicas, como o estudo LatAm-FINGERS, publicado em 2026 na revista The Lancet, que mostrou benefícios de uma intervenção multidimensional para preservar a cognição em idosos com maior risco de demência.

O cérebro responde muito bem quando é estimulado continuamente e associado a uma rotina fisicamente ativa e socialmente integrada”, destaca o neurologista. Para o especialista, preservar a saúde cerebral depende da combinação entre estímulos cognitivos, criatividade, interação social e hábitos saudáveis ao longo da vida.

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“Quando aliamos desafios cognitivos, interação social e atividades que despertam interesse e prazer, criamos um ambiente muito mais favorável para a manutenção da saúde cerebral. Envelhecer de forma saudável não significa apenas viver mais, mas preservar a capacidade de aprender, tomar decisões, manter relacionamentos e seguir participando ativamente da própria vida”, destaca o neurologista.

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