POLIO

Morre Martha Lillard, a última americana a viver em um 'pulmão de aço'

Ela faleceu aos 78 anos, em junho de 2026, após passar 73 anos dependente da máquina; sua trajetória de resiliência virou um símbolo da luta contra a poliomielite

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Martha Lillard, a última americana que vivia em um cilindro de metal conhecido como "pulmão de aço", faleceu em 26 de junho de 2026, aos 78 anos, em sua casa em Shawnee, Oklahoma. Sua morte, atribuída a complicações da síndrome pós-poliomielite e da COVID longa, marca o fim de uma era. Aos cinco anos, em 1953, ela foi diagnosticada com poliomielite, doença que paralisou seus músculos respiratórios e a tornou permanentemente dependente da máquina para sobreviver.

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A vida de Martha mudou drasticamente durante a festa de seu quinto aniversário, em 8 de junho de 1953, em um parque de diversões, onde contraiu o vírus da pólio. Os sintomas surgiram nove dias depois e a doença progrediu rapidamente. Naquela época, antes da vacina se popularizar, os pulmões de aço eram a principal tecnologia para manter vivos os pacientes com paralisia respiratória.

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Como funciona o pulmão de aço?

O pulmão de aço é um tipo de respirador mecânico que opera por ventilação com pressão negativa. O paciente ficava deitado dentro de uma câmara de metal hermeticamente fechada, com apenas a cabeça para fora. A máquina criava um vácuo parcial em seu interior, o que forçava a caixa torácica a se expandir e o ar a entrar nos pulmões, imitando o processo natural de respiração.

Esse equipamento foi fundamental durante os surtos de poliomielite em meados do século 20, mas se tornou obsoleto com o avanço da medicina e, principalmente, com o desenvolvimento da vacina contra a doença. Após a morte de Paul Alexander em março de 2024, Martha Lillard tornou-se a última pessoa nos Estados Unidos a depender dessa tecnologia.

Uma vida de superação e adaptação

Apesar das limitações extremas, Martha Lillard construiu uma vida rica em significado. Ela passou a maior parte de seus dias e todas as noites dentro do cilindro. Ao longo das décadas, desenvolveu uma rotina adaptada, dedicando-se a atividades artísticas como escrever poemas e compor músicas. Em seus últimos cinco anos, não pôde mais sair de casa e, nos últimos dois, permaneceu no aparelho quase 24 horas por dia.

Manter o pulmão de aço funcionando foi um dos maiores desafios de sua vida. A máquina antiga exigia peças e conhecimentos técnicos cada vez mais raros. Em fevereiro de 2026, poucos meses antes de falecer, ela se casou com Baha Salh, com quem manteve contato online por mais de 20 anos.

O legado e o alerta sobre a vacinação

A trajetória de Martha Lillard serve como um lembrete contundente sobre a importância da vacinação. A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa grave que pode ser prevenida com a vacina. Graças a campanhas de imunização globais, a doença foi praticamente erradicada na maior parte do mundo.

Sua história ressalta o impacto devastador que doenças evitáveis podem ter e destaca o valor da ciência na saúde pública. Ela se tornou, involuntariamente, uma porta-voz da luta contra a poliomielite e um exemplo de superação diante de uma das condições médicas mais desafiadoras já registradas. Martha escreveu seu próprio obituário, deixando um último testemunho de sua jornada singular.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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