Muitas mulheres convivem com a endometriose por anos sem saber, acreditando que a dor intensa é apenas uma cólica menstrual forte. Estima-se que a condição, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio (o tecido que reveste o útero) cresce fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como ovários, intestino e bexiga. Essa confusão atrasa o diagnóstico e o tratamento, impactando a qualidade de vida.

A doença emite sinais que vão muito além do desconforto mensal. Conhecer esses sintomas é o primeiro passo para buscar ajuda médica e obter um diagnóstico preciso. A informação correta permite que a mulher entenda os alertas que seu próprio corpo envia.

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Sinais de endometriose além da cólica

Identificar os sintomas é crucial, pois a endometriose pode se manifestar de formas variadas. Abaixo, listamos sete sinais de alerta que merecem atenção e uma conversa com um ginecologista.

  1. Dor durante ou após a relação sexual: um desconforto profundo na região pélvica, e não apenas na entrada do canal vaginal, é um sinal importante. A dor pode persistir por horas após o ato.

  2. Alterações intestinais no período menstrual: a proximidade das lesões com o intestino pode causar dor para evacuar, diarreia ou prisão de ventre que se intensificam nos dias que antecedem ou durante a menstruação.

  3. Dor para urinar e alterações na bexiga: quando o tecido endometrial afeta a bexiga, pode haver dor ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de bexiga sempre cheia, principalmente no período menstrual.

  4. Dor pélvica crônica: é aquela dor na parte inferior do abdômen que não está ligada exclusivamente à menstruação. Ela pode ser contínua ou aparecer em momentos aleatórios, atrapalhando as atividades diárias.

  5. Inchaço abdominal acentuado: conhecido como “barriga de endometriose”, o inchaço pode ser tão intenso a ponto de a mulher parecer grávida. O sintoma geralmente piora ao longo do dia e durante a menstruação.

  6. Fadiga extrema: um cansaço avassalador que não melhora com o descanso. Essa exaustão está ligada ao processo inflamatório crônico que a doença causa no corpo.

  7. Dificuldade para engravidar: a endometriose pode causar infertilidade. A inflamação e as aderências pélvicas podem dificultar a liberação do óvulo e sua fecundação.

Esses sintomas variam de intensidade e podem piorar durante o período menstrual. Eles ocorrem porque o tecido endometrial fora do útero também responde aos hormônios do ciclo, causando inflamação, sangramento e aderências nos órgãos afetados.

Normalizar a dor é um grande obstáculo para um diagnóstico que, em média, pode levar de 7 a 10 anos para ser concluído. Observar o próprio corpo e registrar a frequência dos desconfortos é fundamental. Ao perceber a persistência de um ou mais desses sinais, a orientação é buscar um médico ginecologista para uma avaliação completa, que pode incluir exames como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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