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Endometriose: como reconhecer os sintomas

Endometriose: reconheça cedo dor pélvica, menstruação dolorosa e infertilidade, saiba quando buscar ajuda médica e proteger sua fertilidade

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A endometriose afeta milhões de brasileiras e, muitas vezes, permanece sem diagnóstico por anos. A doença ocorre quando tecidos semelhantes ao endométrio crescem fora do útero. Com isso, provocam dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. Especialistas reforçam que reconhecer cedo os sinais reduz danos e melhora o tratamento.

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Apesar de comum, muitas pessoas ainda encaram a endometriose como cólica forte. No entanto, médicos alertam que essa visão atrasa o diagnóstico. A dor costuma interferir no trabalho, nos estudos e na vida sexual. Assim, entender os sintomas e buscar ajuda médica se torna fundamental para evitar agravamentos.

Quais são os principais sinais de endometriose?

O sintoma mais conhecido da endometriose é a dor pélvica crônica. Ela pode surgir antes, durante ou depois da menstruação. Em vários casos, continua mesmo fora do período menstrual. A dor se localiza na parte baixa do abdômen e pode irradiar para as costas ou pernas.

Além disso, a menstruação dolorosa aparece com frequência. As cólicas se mostram intensas e não melhoram com analgésicos comuns. Algumas pacientes relatam enjoo, tontura e mal-estar associado. Nesses casos, a rotina diária costuma ficar comprometida.

A dor durante as relações sexuais, conhecida como dispareunia, surge como outro sinal importante. Ela geralmente ocorre em posições específicas ou com penetração profunda. A ginecologista fictícia Dra. Ana Martins, de São Paulo, explica que muitas pacientes sentem vergonha. Porém, o relato desse incômodo ajuda na suspeita clínica e orienta a investigação.

Sinais intestinais, urinários e fadiga: como reconhecer?

Em vários casos, a endometriose atinge o intestino ou a bexiga. Nesses cenários, surgem alterações intestinais e urinárias. Algumas pessoas relatam dor para evacuar, constipação ou diarreia cíclica. Esses sintomas se intensificam na época da menstruação. Outras queixam-se de ardência ao urinar ou sensação de bexiga sempre cheia.

A especialista em saúde feminina Dra. Luísa Ferreira descreve um padrão frequente. Segundo ela, a paciente procura o consultório com quadro de intestino irritado. No entanto, os exames gastrointestinais costumam vir normais. Quando o médico cruza as queixas com a dor pélvica, a suspeita de endometriose ganha força.

A fadiga intensa também aparece com regularidade. Muitas pacientes relatam cansaço constante, mesmo após noites de sono adequadas. O corpo lida com inflamação contínua, o que aumenta a sensação de exaustão. Assim, a pessoa passa a reduzir atividades sociais e físicas. Esse quadro, por vezes, facilita quadros de ansiedade e desânimo.

Endometriose e infertilidade: como identificar o risco?

A endometriose pode dificultar a gestação. Em algumas mulheres, a doença provoca aderências que alteram trompas e ovários. Em outras, interfere na qualidade dos óvulos ou do ambiente pélvico. O especialista em reprodução humana Dr. Paulo Nogueira afirma que muitas pacientes descobrem a endometriose justamente durante a investigação de infertilidade.

Ele observa que o alerta costuma surgir quando o casal tenta engravidar por um ano sem sucesso. Nessa fase, o médico pergunta sobre dor pélvica, menstruação intensa e histórico familiar. Se os sinais aparecem juntos, a equipe aprofunda a investigação. Dessa forma, o diagnóstico ganha rapidez e o planejamento reprodutivo se torna mais claro.

Depoimentos de pacientes mostram esse caminho. A jornalista fictícia Carla*, 34 anos, relata que ignorou as cólicas por mais de uma década. Procurou ajuda apenas quando não conseguiu engravidar. Após exames, recebeu o diagnóstico de endometriose profunda. Segundo ela, o conhecimento sobre os sinais poderia ter antecipado a busca por tratamento.

Como identificar a endometriose precocemente?

O diagnóstico precoce da endometriose depende, sobretudo, de atenção aos sintomas. A ginecologista avalia o histórico menstrual, a intensidade da dor e o impacto no dia a dia. Em seguida, realiza o exame ginecológico. Embora nem sempre identifique as lesões, esse passo orienta a escolha dos exames complementares.

Entre os exames de imagem mais usados, aparecem a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética pélvica. Esses métodos ajudam a localizar focos de endometriose e avaliar a profundidade das lesões. Em casos selecionados, o médico indica a videolaparoscopia. Esse procedimento visualiza diretamente a cavidade abdominal e permite biópsia.

Para facilitar a identificação precoce, muitos especialistas sugerem atenção a alguns sinais de alerta:

  • Cólica menstrual que impede tarefas simples.
  • Dor pélvica constante ou que surge fora do período menstrual.
  • Dor nas relações sexuais, principalmente com penetração profunda.
  • Alterações intestinais ou urinárias cíclicas, ligadas ao ciclo.
  • Sangramento menstrual muito intenso ou prolongado.
  • Dificuldade para engravidar após tentativas regulares.

Quais são os fatores de risco e quem deve ficar mais atento?

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver endometriose. O histórico familiar aparece entre os principais. Filhas ou irmãs de mulheres com a doença tendem a apresentar risco maior. Além disso, menarca precoce, ciclos menstruais curtos e sangramentos abundantes também se associam à condição.

Inclusive, a pesquisadora em saúde feminina Dra. Renata Sampaio ressalta outro ponto. Ela explica que a sociedade costuma normalizar a dor menstrual intensa. Essa postura faz muitas jovens demorarem anos para buscar auxílio médico. Com isso, as lesões avançam e o tratamento se torna mais complexo.

Para reduzir esse atraso, profissionais defendem ações de educação em saúde. Escolas, empresas e unidades básicas podem divulgar informações claras sobre os sinais da endometriose. Assim, adolescentes e adultas passam a reconhecer cedo sintomas que fogem do padrão. A orientação adequada contribui para um caminho diagnóstico mais rápido.

Como a informação ajuda no cuidado com a endometriose?

A identificação precoce da endometriose depende de informação acessível e escuta qualificada. Quando a pessoa compreende que dor incapacitante não representa algo normal, ela tende a procurar atendimento. Ao mesmo tempo, quando o profissional de saúde valoriza o relato, a investigação avança com mais precisão.

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Reportagens, campanhas e conversas abertas ajudam a quebrar o silêncio em torno do tema. Dessa forma, mais pessoas percebem que a endometriose possui tratamento e acompanhamento contínuo. O diagnóstico não encerra a vida reprodutiva nem social. Com orientação adequada, a paciente tem condições de planejar escolhas e conviver com a doença com menos impacto.

Endometriose – depositphotos.com / Milkos

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