Muito além das varizes: entenda a doença venosa crônica
Sem diagnóstico e tratamento adequados, condição pode evoluir e comprometer a circulação e a qualidade de vida
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Dor, inchaço, sensação de peso nas pernas, cansaço ao fim do dia e até o surgimento de varizes podem ser sinais da doença venosa crônica (DVC), condição que afeta milhões de brasileiros e ocorre quando as veias têm dificuldade de levar o sangue das pernas de volta ao coração. Embora seja frequentemente associada apenas a uma questão estética, a doença pode evoluir de forma progressiva e comprometer significativamente a circulação e a qualidade de vida.
A DVC afeta o sistema venoso dos membros inferiores e engloba diferentes manifestações clínicas, que vão desde os chamados vasinhos e varizes até quadros mais avançados, com alterações na pele e feridas de difícil cicatrização. Os sintomas costumam surgir de forma gradual e tendem a se intensificar após longos períodos em pé ou sentado.
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Mulheres, pessoas com excesso de peso, histórico familiar da doença, que permanecem muito tempo na mesma posição e pacientes com diabetes estão entre os grupos com maior risco de desenvolver alterações na circulação venosa. Sem tratamento adequado, a doença pode progredir, provocando aumento do inchaço, dores persistentes, mudanças na pele e dificuldade na cicatrização.
Diabetes e saúde vascular
A relação entre diabetes e saúde vascular reforça a importância de um cuidado integrado. Ao longo do tempo, o descontrole da glicemia pode danificar os vasos sanguíneos, comprometendo desde a circulação periférica até estruturas delicadas, como a retina. A persistência de níveis elevados de glicose favorece alterações na parede dos vasos, causando disfunção endotelial e prejudicando o fluxo sanguíneo.
Entre as principais complicações estão a retinopatia diabética, que pode comprometer a visão ao afetar os vasos da retina; a dificuldade de cicatrização de feridas, principalmente nos pés e nas pernas; e o agravamento da doença venosa crônica, que dificulta o retorno do sangue ao coração.
Diagnóstico precoce e tratamento
Identificar os sintomas logo no início e buscar avaliação médica são medidas fundamentais para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações. O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e do exame físico, podendo ser complementado pelo ultrassom Doppler vascular, considerado o principal exame para analisar a anatomia e o funcionamento das veias dos membros inferiores.
O tratamento da doença venosa crônica combina diferentes estratégias para melhorar a circulação e aliviar os sintomas. Entre as principais recomendações estão a prática regular de atividade física, o controle do peso, a elevação das pernas durante os períodos de descanso, o uso de meias de compressão quando indicado e o acompanhamento com um especialista.
Além dessas medidas, existem medicamentos utilizados no manejo da doença. Uma das opções terapêuticas disponíveis é o dobesilato de cálcio, indicado para melhorar as manifestações clínicas da insuficiência venosa crônica dos membros inferiores e para a prevenção secundária e a estabilização da progressão da retinopatia diabética não proliferativa leve a moderada.
Especialistas ressaltam que os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é associado à adoção de hábitos de vida saudáveis, como a prática regular de exercícios, o controle do peso e o uso de meias de compressão sempre que houver indicação médica.
Nos pacientes com diabetes, esse cuidado é ainda mais importante, já que as alterações na microcirculação podem atingir diferentes partes do organismo, como pernas, pés e retina. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a saúde vascular e prevenir complicações futuras.
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A definição do tratamento deve ser individualizada e acompanhada por um profissional de saúde. Especialistas destacam que a identificação precoce da doença, aliada ao acompanhamento médico e à adoção de hábitos saudáveis, é essencial para retardar sua progressão, preservar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações, como alterações permanentes na pele, infecções e úlceras venosas.