SAÚDE MATERNA

Pré-natal não tira férias: veja cuidados para viajar na gestação

Menor frequência às consultas durante as férias pode aumentar riscos evitáveis; obstetra explica como manter o acompanhamento em dia mesmo fora da rotina

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O mês de julho começa amanhã (1º/7) com malas prontas, estradas cheias e a rotina fora do habitual. Para as gestantes, porém, há um lembrete importante: a gravidez continua evoluindo, e o pré-natal não tira férias. Consultas, exames e vacinas seguem sendo essenciais para monitorar a saúde da mãe e do bebê, além de identificar precocemente qualquer sinal de alerta.

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“A gestação continua evoluindo independentemente do calendário. O pré-natal é a principal ferramenta para monitorar a saúde materna e fetal e prevenir complicações. Mesmo durante as férias, é importante manter consultas e exames dentro do intervalo recomendado e organizar a rotina com antecedência”, afirma Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

O alerta ganha ainda mais importância quando se observa um dos desfechos que mais preocupam equipes de saúde e famílias: o parto prematuro. Uma análise brasileira baseada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), referente ao período de 2012 a 2019, identificou uma tendência geral de queda da prematuridade, de 10,87% para 9,95%, com o menor índice registrado em 2015 (9,77%). O estudo também mostrou que grupos em maior vulnerabilidade apresentam proporções significativamente mais elevadas, como mulheres com 45 anos ou mais e que realizaram apenas de quatro a seis consultas de pré-natal, com taxas entre 14,88% e 17,92%, em trajetória de crescimento no período analisado.

Segundo Karina, parte desse risco aumenta justamente porque muitas gestantes acreditam que podem "pausar" a rotina durante as férias. “O ideal é planejar. Recomenda-se agendar as consultas antes da viagem, verificar se há algum exame importante previsto para o período e ter um plano claro caso seja necessário buscar atendimento fora da cidade”, orienta.

Para evitar falhas no acompanhamento, a especialista recomenda um check-list simples: manter a carteira de pré-natal e os resultados dos exames mais recentes sempre acessíveis, inclusive em versão digital; identificar previamente hospitais e serviços de urgência obstétrica no destino; e reforçar cuidados como hidratação, pausas durante viagens longas e atenção a sinais de queda de pressão.

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“Sintomas como dor de cabeça intensa, alteração visual, dor abdominal forte, sangramento, febre, falta de ar ou redução dos movimentos do bebê não devem ser normalizados. Eles exigem avaliação médica. Além do cuidado clínico, manter o acompanhamento em dia também proporciona mais tranquilidade emocional durante as férias”, reforça a obstetra.

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