Neste domingo (17/5), será lembrado o Dia Mundial da Hipertensão, uma doença crônica e silenciosa, caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Segundo o Vigitel Brasil, do Ministério da Saúde, o total de hipertensos no país vem crescendo: de 22,6% da população adulta, em 2006, para 29,7% em 2024.

Além disso, a caracterização de quadros de pressão alta ficou mais abrangente. Desde o ano passado, as sociedades médicas de Cardiologia (SBC), Nefrologia (SBN) e Hipertensão (SBH) definiram uma nova diretriz brasileira, que passa a enquadrar como pré-hipertensão valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9. Quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam 14 por 9, a doença está confirmada.

De acordo com Monique Alves, gerente médica do programa Juntos pela Saúde, da Bradesco Saúde, a hipertensão arterial costuma não apresentar sintomas e, quando não controlada, aumenta significativamente as chances de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal, podendo causar danos irreversíveis aos órgãos.

Em muitos dos casos, a doença surge em função de uma predisposição genética. Isso, no entanto, não é a certeza de que ela é inevitável.

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Como prevenir?

A médica confirma que, com a adoção de hábitos saudáveis, é possível prevenir a doença. Para isso, especialistas reforçam a importância da medição regular da pressão para o diagnóstico precoce e a prática de hábitos saudáveis para prevenir complicações.

“Os principais cuidados estão relacionados ao estilo de vida. Manter uma alimentação equilibrada, com redução do consumo de sal e ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, evitar o tabagismo e o excesso de álcool, além de gerenciar o estresse, são medidas fundamentais”, reforça Monique.

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