Anvisa recolhe coco ralado por excesso de dióxido de enxofre; saiba quais são os riscos à saúde
O dióxido de enxofre é utilizado na indústria alimentícia, mas o excesso pode aumentar o risco de efeitos respiratórios e gastrointestinais adversos
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (28/5) a suspensão de comercialização, distribuição, propaganda e uso do lote 13/25 de coco ralado da marca Casa de Mãe, após identificar excesso de dióxido de enxofre no produto.
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Podem ocorrer falta de ar, tosse, chiado no peito e piora de crises asmáticas. Já os sintomas gastrointestinais mais comuns são náuseas, vômito, dor abdominal e diarreia. Algumas pessoas também podem apresentar manifestações na pele, como urticária.
Tapioca doce recheada com coco ralado Rogerio Canella Folhapress Tapioca branca dobrada ao meio recheada com coco ralado branco, sobre superfície de madeira. Pedaços de coco ralado soltos ao fundo.
Em situações raras, pessoas com maior predisposição alérgica podem ter reações severas, incluindo anafilaxia. Especialistas ressaltam, porém, que esse quadro tende a ocorrer em pessoas suscetíveis, depende da quantidade ingerida e costuma estar associado a exposições maiores ou repetidas ao dióxido de carbono.
"Não é abrir o pacote e automaticamente ter uma intoxicação, mas [o excesso] aumenta a chance de reações adversas, motivo pelo qual o recolhimento preventivo [do produto] é importante. Intoxicações graves costumam envolver uma exposição muito maior", afirma o toxicologista Álvaro Pulchinelli, do Grupo Fleury.
Caso uma pessoa tenha consumido coco ralado do lote recolhido, a orientação é interromper imediatamente o uso e observar possíveis sintomas nas horas seguintes. Se houver falta de ar, náuseas intensas, vômitos persistentes, diarreia, urticária ou outro mal-estar importante, a recomendação é procurar atendimento médico.
O dióxido de enxofre apareceu no coco ralado da Casa de Mãe em concentração de 826 mg/kg, muito acima do limite máximo permitido pela legislação brasileira, de 200 mg/kg.
De acordo com a alergista e imunologista Seme Silva Leitão, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, além dos pacientes com asma moderada ou grave, merecem atenção especial aqueles que já tiveram reações após consumir alimentos com sulfitos -conservantes do mesmo grupo químico do dióxido de enxofre, presentes em bebidas como vinho.
Caso uma pessoa tenha consumido coco ralado do lote recolhido, a orientação é interromper o uso imediatamente e observar possíveis sintomas nas horas seguintes. Se houver falta de ar, náuseas intensas, vômitos persistentes, diarreia, urticária ou outro mal-estar importante, a recomendação é procurar atendimento médico.
Segundo Pulchinelli, o tratamento depende do quadro apresentado e pode incluir medicações para controlar reações alérgicas e suporte respiratório em pessoas com sintomas pulmonares. O toxicologista diz ainda que não é recomendado recorrer à automedicação.
COMO SABER SE UM PRODUTO ESTÁ IRREGULAR NA ANVISA?
A agência tem uma ferramenta para que usuários possam consultar se determinada marca está com irregularidades. Para acessá-la, é preciso:
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Entrar no site https://consultas.anvisa.gov.br/; Clicar no ícone "Produtos Irregulares"; Pesquisar o nome da marca, o tipo de produto ou a data de publicação da medida; Clicar em "Consultar" e verificar as informações.