CONECTADOS E TRISTES

Redes sociais: por que 71% dos jovens brasileiros se sentem infelizes

Pesquisa inédita revela o paradoxo da geração mais conectada e menos satisfeita; entenda como a comparação e a solidão afetam a saúde mental

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Uma pesquisa nacional aponta que 71% dos jovens brasileiros se sentem infelizes ao usar redes sociais. O estudo "Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026", conduzido pela pesquisadora Renata Rivetti com 1.500 pessoas, mostra que a geração mais conectada é também a que menos se sente satisfeita.

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Os números revelam que 63,4% dos jovens entre 16 e 24 anos admitem sentir dependência das telas. Segundo a pesquisa, eles percebem que o uso excessivo faz mal, mas não sabem como mudar esse hábito. As plataformas são projetadas para capturar a atenção, e o cérebro jovem, ainda em desenvolvimento, é mais vulnerável a esses estímulos.

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O sentimento não se restringe aos mais novos. Entre todos os entrevistados, 51% relatam sentir tristeza ou infelicidade ao navegar pelos feeds. Isso cria um cenário em que mães e filhos podem estar presos ao mesmo mecanismo.

O levantamento também mostra uma inversão geracional na satisfação com a vida. Enquanto 95% dos brasileiros com 60 anos ou mais se declaram felizes, o índice entre os jovens de 16 a 24 anos cai para 81%, o menor entre todas as faixas etárias.

As raízes da infelicidade

Parte da explicação está na qualidade dos vínculos sociais. Idosos construíram redes de apoio reais ao longo da vida, mas 21% dos jovens afirmam não ter a quem recorrer em momentos de crise. Além disso, 77% deles comparam a própria vida com o que veem nas redes sociais.

O estudo classifica esse fenômeno como "inadequação sistêmica", uma insegurança crônica alimentada pelos algoritmos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já comparou a falta de conexão social real ao risco de fumar 15 cigarros por dia.

No Brasil, o ECA Digital, que visa proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, entrou em vigor neste ano. "Todos os estudos sobre saúde e longevidade mostram que o maior fator de proteção vem das relações que construímos ao longo da vida", afirma Rivetti. "Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão solitários."

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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