A apneia do sono, distúrbio caracterizado por pausas na respiração durante o descanso, pode afetar entre 30% e 35% da população, segundo estudos citados pelo Ministério da Saúde. A condição ocorre quando há o fechamento das vias aéreas, impedindo a passagem de ar para os pulmões e prejudicando a qualidade do sono.
Entre os principais sintomas estão o ronco alto, despertares frequentes, sensação de sufocamento durante a noite, além de cansaço excessivo durante o dia, dificuldade de concentração e alterações de humor.
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Relato de paciente evidencia impacto no dia a dia
O comunicador Mário Belisário relatou como percebeu os primeiros sinais da doença:
"Eu comecei a sentir que eu não dormia direito. Quando eu acordava, eu acordava sem ar. Aquilo ali te deixa com o coração acelerado", disse.
Ele também destacou a importância do tratamento com o equipamento:
Você acorda com susto, querendo pegar o ar e não consegue. Acorda várias vezes durante a noite. É por isso que eu uso o CPAP.
Especialista alerta para sinais e fatores de risco
A neurologista Andréa Bacelar chama atenção para sintomas que devem servir de alerta:
"É muito importante observar sinais como ronco, sobrepeso, acordar cansado, sonolência durante o dia, memória prejudicada ou relatos de que a pessoa parou de respirar durante o sono", avalia a neurologista.
Segundo a médica, homens têm maior prevalência, enquanto o risco aumenta entre mulheres após a menopausa.
Consequências vão além do sono ruim
A especialista explica que a falta de tratamento pode trazer impactos importantes à saúde:
"Quando o sono é fragmentado e há queda de oxigênio durante a noite, isso gera consequências em curto, médio e longo prazo", ensina a médica.
Entre os principais efeitos estão alterações no metabolismo:
O metabolismo vai ficando comprometido. A dificuldade em perder peso aumenta, assim como a chance de ganho de peso.
Diagnóstico depende de exame específico
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Pessoas com sintomas e fatores de risco devem procurar avaliação médica. O diagnóstico da apneia do sono é feito principalmente por meio da polissonografia, exame que monitora diversas funções do corpo durante o sono.
O acompanhamento especializado é essencial para garantir o tratamento adequado e evitar complicações associadas ao distúrbio.
