Cuidar da aparência e reduzir medidas deixou de ser exceção entre os homens. Evitar camisetas mais ajustadas, regatas ou até roupas de banho por causa da concentração de gordura na região abdominal é um comportamento comum e que vai além da estética, impactando diretamente a autoestima.
A chamada “pochete” também reflete uma tendência de mercado: entre 2018 e 2024, os tratamentos estéticos não cirúrgicos realizados por homens cresceram 116%, segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), indicando a busca por alternativas menos invasivas para reduzir barriga e medidas.
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De acordo com a Angela Helena Perretto, responsável técnica nacional da Homenz, rede especializada em estética e saúde masculina, a gordura abdominal está entre as mais difíceis de tratar e exige planejamento desde a avaliação inicial. “Essa região concentra um tipo de gordura metabolicamente ativa, que tende a responder de forma mais lenta aos estímulos. Por isso, a redução de medidas de maneira segura depende de avaliação individual, indicação correta dos procedimentos e respeito às características de cada paciente”, explica.
Por que dieta e exercício nem sempre resolvem?
Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, muitos homens relatam dificuldade em reduzir o volume abdominal. “Isso ocorre porque parte da gordura dessa região apresenta menor resposta ao déficit calórico e sofre influência de fatores como idade, genética, padrão hormonal e histórico metabólico. “As mudanças comportamentais seguem sendo fundamentais, mas nem sempre são suficientes, de forma isolada, para promover a redução localizada”, destaca.
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A seguir, Angela lista quatro tratamentos indicados para reduzir o volume abdominal:
Aplicação de enzimas para gordura localizada
“Indicamos quando há acúmulo de gordura bem delimitado, especialmente na região inferior do abdômen. As enzimas auxiliam no processo de quebra das células adiposas, favorecendo uma redução progressiva ao longo das sessões”, explica.
De acordo com a especialista, a resposta não é imediata. “Em geral, os primeiros sinais de melhora costumam ser percebidos a partir da segunda ou terceira aplicação, mas o número total de sessões varia conforme o volume tratado e a resposta individual, é um tratamento que exige acompanhamento”, ressalta.
Criolipólise para gordura resistente
“Indicamos a criolipólise quando há acúmulo abdominal que não apresenta resposta significativa a ajustes alimentares e prática regular de atividade física, mesmo após período adequado de constância. Nesses casos, observamos um tecido adiposo de difícil mobilização metabólica, no qual o volume permanece estável”, afirma.
O procedimento promove o resfriamento controlado das células de gordura, estimulando sua eliminação gradual pelo organismo. “Os resultados não são imediatos, porque o corpo precisa metabolizar as células tratadas. A redução costuma começar a ser percebida entre 30 e 60 dias após a sessão, com resposta mais completa em até 90 dias”, explica.
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Radiofrequência para melhora da firmeza e contorno
Embora não atue diretamente na destruição das células adiposas, a radiofrequência contribui para a melhora do contorno corporal ao atuar na qualidade da pele. “O estímulo térmico promove contração imediata das fibras de colágeno e, ao longo das semanas, reorganiza a matriz dérmica. Isso reduz a flacidez associada ao acúmulo abdominal e favorece uma acomodação mais uniforme da pele”, afirma.
Segundo Angela, a melhora inicial pode ser percebida já nas primeiras sessões, mas os resultados mais consistentes costumam aparecer após 4 a 6 semanas, conforme ocorre a remodelação do colágeno.
Protocolos combinados
A associação de técnicas costuma gerar respostas mais consistentes e visualmente mais equilibradas. “Quando atuamos de maneira combinada a redução da gordura localizada e na qualidade do tecido, os resultados tendem a ser mais perceptíveis. A individualização do protocolo é determinante para alcançar redução de medidas com segurança e previsibilidade”, explica.
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Para a profissional, nenhum procedimento deve ser indicado sem análise prévia. “A composição corporal, o histórico metabólico, o padrão hormonal e os hábitos de vida influenciam diretamente na escolha da estratégia. Sem avaliação individual, aumenta o risco de frustração com expectativas irreais”, afirma.
