COMPOSIÇÃO ALIMENTAR

Tabela nutricional: o guia para decifrar os rótulos de alimentos

Nutricionista ensina a entender as informações de calorias, gorduras e açúcares para fazer escolhas mais saudáveis no supermercado

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Decifrar a tabela nutricional estampada nos rótulos dos alimentos pode parecer um desafio, mas é o primeiro passo para escolhas mais conscientes no supermercado. Aquele quadro com números e porcentagens é um guia essencial para entender o que realmente está dentro da embalagem, ajudando a controlar o consumo de açúcar, sódio e gorduras.

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Compreender essas informações permite comparar produtos e optar por versões mais saudáveis, impactando diretamente a qualidade da alimentação diária. Aprender a ler os rótulos transforma a ida ao mercado em uma oportunidade de cuidar melhor da saúde.

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Por onde começar a leitura

O primeiro item a ser observado é a porção. Todos os valores nutricionais listados, como calorias e gorduras, são baseados naquela quantidade específica de alimento. Muitas vezes, a porção indicada no rótulo é menor do que a que costumamos consumir, o que pode levar a uma interpretação errada dos dados.

Logo ao lado, o Valor Diário (%VD) indica o quanto aquela porção do produto contribui para a necessidade diária de cada nutriente. Esse cálculo, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é baseado em uma dieta de 2 mil calorias, um valor que serve como referência geral, mas que pode variar conforme as necessidades individuais. Um %VD de 20% ou mais é considerado alto, enquanto um valor de 5% ou menos é baixo, ajudando a equilibrar o consumo ao longo do dia.

O que priorizar e o que evitar

Depois de entender a base, o foco deve ser nos nutrientes. A regra geral é buscar mais do que faz bem e menos do que pode ser prejudicial. Para facilitar, organize a análise da seguinte forma:

  • Fibras alimentares e proteínas: valores mais altos são positivos. As fibras auxiliam na digestão e promovem saciedade, enquanto as proteínas são fundamentais para os músculos e o corpo em geral.

  • Gorduras saturadas e trans: o ideal é que o valor seja o mais baixo possível. No caso das gorduras trans, a legislação brasileira não estabelece um %VD (Valor Diário), e valores menores que 0,2 grama por porção podem ser declarados como zero no rótulo. O consumo excessivo de ambos os tipos está associado a problemas cardiovasculares.

  • Açúcares adicionados: é um dos pontos mais importantes e uma informação que se tornou obrigatória recentemente nos rótulos brasileiros. Diferentemente dos açúcares totais, que incluem os naturais do alimento (como a frutose das frutas), os adicionados são os que a indústria coloca durante o preparo. Limitar a ingestão é fundamental.

  • Sódio: valores altos podem contribuir para o aumento da pressão arterial. É importante ficar atento, principalmente em produtos processados como embutidos, molhos prontos e salgadinhos.

A lupa na parte da frente da embalagem

Desde outubro de 2022, uma nova regra da Anvisa tornou obrigatória a rotulagem nutricional frontal. Trata-se de um símbolo de lupa na parte superior da embalagem para alertar sobre o alto teor de três nutrientes críticos:

Essa ferramenta visual foi criada para facilitar a identificação rápida de produtos cujo consumo excessivo pode ser prejudicial à saúde, permitindo uma escolha mais informada e direta ainda na gôndola do supermercado.

A lista de ingredientes não mente

Muitas vezes ignorada, a lista de ingredientes é uma das partes mais reveladoras do rótulo. Os itens são listados em ordem decrescente de quantidade, ou seja, o primeiro ingrediente é o que está presente em maior volume no produto.

Se açúcar, farinha branca ou algum tipo de gordura aparecem entre os primeiros da lista, o alimento provavelmente não é a opção mais nutritiva. Uma lista curta e com nomes de ingredientes que você reconhece também costuma ser um bom sinal de um produto menos processado.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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