IMPACTO SOCIAL E EMOCIONAL

MG registra 988 novos diagnósticos de câncer infantojuvenil em 2025

No Brasil foram quase 12 mil. De acordo com a OMS, a cada três minutos, uma criança morre no mundo devido ao câncer

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Há alguns anos, falar sobre câncer infantil não era tão comum. Hoje, infelizmente, o cenário é outro. De acordo com os dados mais recentes do Painel Oncologia Brasil (Datasus), do Ministério da Saúde, em 2025, foram registrados quase 12 mil novos diagnósticos (11.984) de câncer em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no país. Em 2024, esse número foi ainda maior, com 15.811 registros. Os dados foram compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) - no dia 15 de janeiro de 2026. 

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No próximo dia 15 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional contra o Câncer Infantil, data que reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado. “Para a Sobrasp, o enfrentamento do câncer infantojuvenil começa com informação e atenção aos sintomas, garantindo segurança no cuidado e mais qualidade de vida para as crianças e adolescentes e suas famílias” afirma o pediatra e membro da entidade, Tiago Dalcin.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer infantojuvenil costuma afetar, principalmente, as células do sangue e os tecidos de sustentação, representando cerca de 3% de todos os casos de câncer no Brasil. Por ser formado majoritariamente por células embrionárias indiferenciadas, esse tipo de câncer geralmente responde melhor aos tratamentos. As causas ainda não são totalmente conhecidas, porém cerca de 10% dos casos estão associados a alterações genéticas ou hereditárias. O câncer nesta faixa etária corresponde a 3% de todos os casos de câncer no país.

Sintomas e principais tipos de câncer

Os tumores mais frequentes na infância e adolescência são as leucemias, que afetam glóbulos brancos; os tumores do sistema nervoso central e os linfomas que atingem o sistema linfático. 

Os sintomas do câncer infantil podem ser semelhantes aos de doenças frequentes entre crianças. “É importante investigar sinais que persistem sem explicação clínica, como palidez, hematomas ou sangramento, dor óssea; caroços ou inchaços - principalmente quando são indolores e sem febre -, perda de peso inexplicada, tosse persistente, sudorese noturna e falta de ar. É essencial ficar atento às alterações nos olhos; inchaço abdominal; dores de cabeça persistentes ou graves, vômitos pela manhã com piora ao longo do dia, além de dor em membros e inchaço sem traumas”, explica o pediatra. 

A leucemia é o tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes, representando cerca de 30% de todos os casos de câncer infantil.

Os principais cânceres nesta faixa etária são:

  •     Leucemias (principalmente a LLA – Leucemia Linfoblástica Aguda) – câncer da medula óssea, com sintomas como palidez, sangramentos e dor óssea. 
  •     Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC): incluindo o meduloblastoma, caracterizado por dores de cabeça, vômitos e tonturas. 
  •     Linfomas: tumores que acometem o sistema linfático.
  •     Neuroblastoma: tumor que afeta células nervosas, geralmente no abdômen.
  •     Sarcomas (ósseos e partes moles): como o esteossarcoma (afeta ossos longos) e rabdomiossarcoma (atinge pernas e braços, além de cabeça e pescoço).
  •     Retinoblastoma: câncer ocular raro, com alta incidência em crianças menores de 5 anos. 

Incidência por região

Segundo dados do Datasus, do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta dimensões continentais e a taxa bruta de incidência varia de acordo com as regiões do país. No recorte estadual, Minas Gerais registrou 988 diagnósticos em 2025 entre crianças e adolescentes residentes no estado. Em 2024, foram 1.409 casos.

Esses dados foram compilados pela Datasus em 15 de janeiro de 2026.

Impacto social

O câncer infantil é uma doença que provoca um forte impacto social e emocional, além de afetar diretamente a rotina das famílias. Em muitos casos, pais e responsáveis precisam se dedicar integralmente ao cuidado da criança, o que pode incluir o afastamento do trabalho e longos deslocamentos em busca de tratamento especializado, muitas vezes longe de casa. 

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“O cuidado com o câncer infantil vai muito além do tratamento da doença. É um trabalho feito por uma equipe multiprofissional que atua para reduzir os impactos físicos e emocionais do tratamento. Garantir a presença dos pais ou responsáveis é essencial para a segurança emocional da criança. Humanizar o cuidado é entender que essa família está vivendo uma ruptura profunda na rotina e precisa ser acolhida durante todo o processo”, finaliza Dalcin.

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