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"Antes construía prédios, hoje construo personagens"

Thaïs Garayp celebra o bom momento da carreira ao dar vida a Bezinha. Em Bom sucesso, a mineira, que será empregada de Antonio Fagundes, diz que contracenar com ele é 'glória'


postado em 30/06/2019 04:11

Em Bom sucesso, que estreia no final de julho, Thaïs Garayp será Bezinha(foto: João Cotta/globo )
Em Bom sucesso, que estreia no final de julho, Thaïs Garayp será Bezinha (foto: João Cotta/globo )

Afastada das novelas desde 2015, a atriz mineira Thaïs Garayp volta à cena para atuar em Bom sucesso, a nova novela das 19h da Globo, que estreia na segunda quinzena de julho, substituindo Verão 90. Ela fará a personagem Bezinha, contracenando com Antonio Fagundes, que interpretará Alberto, dono da Editora Prado Monteiro e portador de uma doença terminal. “Faço o papel de uma empregada, estilo governanta, daquelas antigas que cuida casa, dá palpites e ajuda os pais a cuidarem dos filhos, ou seja, tomando conta de gerações”, esclarece.

Thaïs está feliz em voltar aos folhetins. “Estou gostando muito de fazer a Bezinha, que ajudou a criar os filhos de Alberto e agora está ajudando a criar sua netinha, Sofia, interpretada por Valentina Vieira, filha de Nana (Fabiula Nascimento) e xodó do avô. Ela tem apenas 10 anos, mas já é uma grande atriz, muito focada, talentosa, um encanto de pessoa. Estamos nos dando muito bem. Bezinha é como aquelas empregadas de antigamente, acredito que nem existam mais. Daquela que ajudava em tudo na casa na qual trabalhava”, ressalta.

Adiantando um pouco sobre a novela, Thaïs conta que Alberto está prestes a ir à falência, ao mesmo tempo em que enfrenta uma doença terminal. “A perspectiva dele muda quando conhece a sonhadora Paloma (Grazi Massafera), costureira, mães de três filhos e moradora do bairro carioca de Bonsucesso. Ela o ensina a redescobrir os prazeres da vida. Na verdade, a novela aborda o viver, a celebração da vida, a valorização de cada dia, de cada momento”. A atriz também diz que está muito feliz também em poder atuar ao lado de pessoas tão especiais.

“Contracenar com Fagundes é uma glória. Ele é uma pessoa muito tranquila, generosa e competente. Gosta de ficar mais quieto, lendo um livro durante os intervalos. Para mim, é uma grande honra trabalhar com ele. Assim também é com o meu conterrâneo Jonas Bloch (ambos são de BH), grande ator, com quem fiz uma oficina em Belo Horizonte já há alguns anos e acabamos nos tornando grandes amigos”, orgulha-se Thaïs. Bom sucesso é escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, e tem direção artística de Luiz Henrique Rios e direção-geral de Marcus Figueiredo. Além de Fagundes, Thaïs contracenará também com Rômulo Estrela (Marcos) e Fabiula Nascimento (Nana), filhos de Alberto, os quais Bezinha ajudou a criar, mas que já aparecem na fase adulta.

“Acredito que tudo conspirou para que me tornasse uma atriz mesmo”, enfatiza. Nascida e criada em BH, ela começou a fazer balé cedo. “Na época, as mães colocavam as filhas na dança ainda pequenas. Mais tarde fui fazer balé no Palácio das Artes, mas surgiu uma oportunidade para cantar no coral do PA, cujo regente sempre dizia: 'Você tem que cantar'.”

BERÇO ARTÍSTICO 

Entretanto, Thaïs deixou o balé e acabou se formando em engenharia civil. “Antes construía prédios, hoje construo personagens”, brinca. Ela ainda lembra que, paralelamente ao curso de engenharia, entrou para o Coral Ars Nova, à época regido pelo maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca. “Viajei o mundo com Ars, foram momentos maravilhosos. Foi aí que entendi que se pode cantar de verdade. Em 1984, entrei para o Nós & Voz, com o qual descobri o canto em grupo. A música foi meu berço artístico.”

Posteriormente, a atriz fez um teste de aptidão para o curso de teatro no Palácio das Artes. “Passei, fazendo uma cena de Calabar: o elogio da traição, texto de Chico Buarque e Ruy Guerra. Estava morrendo de medo, mas acho que arrasei. Fiz o curso por uns dois meses, até que apareceu uma viagem para a Áustria. Aí, não quis nem saber. Larguei tudo e fui embora”, lembra.

Mas Thaïs acredita que o fato de se tornar atriz estava em sua essência e qualquer hora viria à tona. “Em 2000 apareceu em BH um daqueles caça-talentos e me chamou para fazer um teste. Fui, fiz e passei. Em 2004, a Globo me chamou para uma participação na novela Da cor do pecado, na qual fiz o papel de uma parteira. Contracenei com a Thaís Araújo. Fiz o parto dela dentro de um ônibus. Ela foi a primeira protagonista negra de uma novela na Globo. A minha personagem não tinha nem nome.”

PERSONAGENS 

Dois meses após a estreia na Globo, Thaïs fez outra participação em Celebridade. “Fiz a mulher que tomava conta do banheiro. Ajudava a fechar a porta para que Maria Clara (Malu Mader) pudesse bater em Laura (Claudia Abreu). Já em 2005, me chamaram para a primeira novela inteira, Como uma onda, na qual fazia a empregada Abigail, que trabalhava para o casal Sinésio (Hugo Carvana) e Mariléia Paiva (Denise del Vecchio).”

A partir daí, Thaïs cada vez mais se integrou ao elenco global. “Já fui empregada, dona de circo e de pensão, foram muitos trabalhos na Globo até 2015. Por outro lado, também fiz muito teatro e alguns filmes. Mas confesso: foi por causa da música que fui para o teatro e depois para a TV”, orgulha-se.

CARREIRA
Personagens de Thaïs Garayp

» Celebridade (Gilberto Braga): Silvana
» Da cor do pecado (João Emanuel Carneiro): Parteira
» Como uma onda (Walter Negrão): Abigail
» Paraíso tropical (Gilberto Braga e Ricardo Linhares): Zoraide


» Desejo proibido (Walter Negrão): Iraci, que contracenou com Letícia Sabatella
» Caminho das Índias (Glória Perez): Anapurna
» Araguaia (Walter Negrão): Terê Tenório
» Sangue bom (Maria Adelaide Amaral): Santa
» Sete vidas (Lícia Manzo): Rosa


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