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Estado de Minas

Na onda do Snapchat, mais empresas fazem aplicativos que deletam mensagens enviadas

Facebook vaza informações sobre novo produto similar


postado em 17/06/2014 09:54 / atualizado em 17/06/2014 09:53

Snapchat foi o precursor dos apps capazes de fazer fotos, vídeos, adicionar mensagens e estabelecer prazo para o arquivamento das informações(foto: Snapchat/Reprodução)
Snapchat foi o precursor dos apps capazes de fazer fotos, vídeos, adicionar mensagens e estabelecer prazo para o arquivamento das informações (foto: Snapchat/Reprodução)
 

O Facebook até que tentou comprar o Snapchat, conhecido aplicativo de mensagens pelo qual o usuário consegue fazer fotos, gravar vídeos, adicionar textos e escolher o tempo que as informações ficarão disponíveis na tela do aparelho do amigo. Não conseguiu e, para não ficar para trás, decidiu lançar um aplicativo para competir com ele: o Slingshot, que também tem como função enviar mensagens que se autodestroem depois de um tempo determinado. Coisa parecida com o que ocorre nos filmes da franquia Missão impossível, quando as informações sobre as missões são automaticamente destruídas logo depois de ser conhecidas pelos seus executores.


O Slingshot foi mostrado na semana passada pela empresa de Mark Zuckerberg com uma interface mínima para troca de mensagens por meio de fotos. Na realidade, o Facebook deixou entrar no ar, como se fosse de forma acidental, o aplicativo na App Store (http://www.apple.com/itunes/download/). Embora o tenha retirado do ar algum tempo depois, a empresa confirmou que o Slingshot será disponibilizado em breve. Por enquanto, é compatível somente com dispositivos iOS, mas deverá ser oferecido posteriormente para outras plataformas. Com o Slingshot, o usuário, enquanto visualiza a mensagem, pode replicar uma foto ou um vídeo para o remetente e demonstrar sua reação. Pode ainda desenhar e escrever por cima da foto antes de remetê-la.

Sem sucesso na tentativa de comprar o concorrente, Facebook acaba de lançar o Slingshot(foto: Facebook/Reprodução)
Sem sucesso na tentativa de comprar o concorrente, Facebook acaba de lançar o Slingshot (foto: Facebook/Reprodução)

Vale destacar que o Facebook tinha um aplicativo com semelhante funcionalidade, o Poke, mas que não pegou de jeito nenhum. A empresa acredita, porém, que com o novo app a situação vai ser bem diferente. Interessante, ainda, lembrar que o Facebook tem outra ferramenta com algumas funcionalidades parecidas, mas que da mesma forma não caiu no gosto dos usuários. É o Instagram Direct, que também funciona como uma forma de bate-papo por fotos, mas cujas imagens não são deletadas automaticamente.

Há outras empresas que igualmente vêm apostando em serviços semelhantes ao do Snapchat. Dois exemplos (veja informações abaixo) são o Tinder, que também adota a ferramenta de envio imagens que se destroem tempos depois, e o Path, que anunciou a novidade na semana que passou. Importante ressaltar que, ao apresentar o Slingshot, o Facebook dá força à sua política de variar suas ações com novas ferramentas que se tornem independentes da tradicional rede social. Exemplo mais recente é o app Paper, serviço de leitura de notícias lançado pela empresa depois de ser desenvolvido pela sua divisão Creative Labs.

Fracassos
O Facebook tinha um aplicativo chamado Poke, disponível para aparelhos iOS, que foi lançado em 2012. Como pouca gente deu atenção a ele, na semana passada deixou de existir: a empresa o removeu da App Store. Outro app retirado no mesmo dia foi o fracassado Facebook Camera – serviço criado para enviar várias imagens ao mesmo tempo para a rede social, mas que não se mostrou útil devido às próprias funcionalidades da rede. O Poke seria um concorrente direto do Snapchat. Entretanto, nunca conseguiu competir à altura com o concorrente. Os dois aplicativos saem de cena sem nem serem precedidos pelo menos de uma mensagem da empresa sobre seu fim. O Snapchat é hoje visto como uma das ameaças ao milionário império do Facebook, que teria oferecido cerca de US$ 3 bilhões para comprá-lo. O Slingshot, portanto, surge como mais uma aposta dos laboratórios da empresa com o objetivo de apagar o que deu errado antes e se tornar mais um sucesso. Será?

Por mais interação

Sem sucesso na tentativa de comprar o concorrente, Facebook acaba de lançar o Slingshot(foto: Facebook/Reprodução)
Sem sucesso na tentativa de comprar o concorrente, Facebook acaba de lançar o Slingshot (foto: Facebook/Reprodução)
 

Aplicativo social conhecido por ser um arranjador de encontros, o Tinder agora já se parece também um pouco com o Snapchat. A empresa, sediada em Los Angeles (EUA), lançou há poucos dias a ferramenta Moments, que permite ao usuário compartilhar fotos com todos os matches de uma só vez e que elas se apaguem sozinhas em 24 horas. O novo recurso tem por objetivo estimular a interação entre pessoas no aplicativo, principalmente com matches antigos com quem já não se conversa mais. De acordo com a empresa, a nova função quer levar o Tinder para além de um simples flerte e estimular novas pessoas a se conhecerem, tanto para possíveis encontros amorosos quanto para amizades.

Logo depois do Tinder, foi a vez do Path anunciar algo parecido com o que faz o Snapchat. O Path funciona de maneira parecida com o Facebook, porém permite ao usuário adicionar somente 150 contatos. O serviço imagina que, assim, ajuda os participantes a se aproximarem mais. No ano passado, o Path passou a possibilitar a troca de mensagens. Agora, modificou o serviço de forma a impedir que as conversas fiquem gravadas. Sendo assim, qualquer texto, foto, vídeo ou áudio que for trocado pelo aplicativo será apagado em 24 horas, podendo, entretanto, ser salvos antes desse período. Os responsáveis pelo Path não se pronunciaram sobre o porquê de também seguir essa tendência de snapchatização dos serviços de troca de mensagens, se restringindo apenas a dizer que a medida vai garantir mais privacidade a todos.

 

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