Publicidade

Estado de Minas EMOÇÃO EM TEMPO REAL

Centenas de satélites garantem a Copa para mais de 3,2 bilhões de pessoas em 211 países

Não são só as imagens dos jogos que serão levadas para todo o mundo. Programas esportivos e coberturas jornalísticas são viabilizados por satélites


postado em 14/06/2014 09:02 / atualizado em 14/06/2014 09:01

Satélite lançado pela SES para a cobertura de grandes eventos: serviço de comunicação para o mundo(foto: SES/Divulgação)
Satélite lançado pela SES para a cobertura de grandes eventos: serviço de comunicação para o mundo (foto: SES/Divulgação)

As maiores estrelas do futebol mundial que estão em campo há dois dias em vários estádios brasileiros serão levadas às casas de bilhões de pessoas em alta definição. Com o início da Copa do Mundo no Brasil, os gols, as jogadas espetaculares ou os lances polêmicos serão gerados em vários ângulos, produzindo um show de imagens que chegarão aos aparelhos de TV em todos os cantos do mundo em tempo real. Tudo isso graças às transmissões via satélite, que, segundo a Fifa, vão levar as partidas ao vivo para 211 países, devendo superar os 3,2 bilhões de telespectadores registrados na Copa de 2010, na África do Sul.

E não são só as imagens dos jogos que serão levadas para todo o mundo. Tudo que se relaciona ao evento, produzido especificamente ou não para determinado país – como programas esportivos antes e pós-jogos, coberturas jornalísticas em hotéis e concentrações via unidades móveis etc. –, é viabilizado por satélites. “Eles estão localizados por toda a órbita e posicionados de forma a cobrir todo o planeta. Para um evento desse porte, as empresas especializadas precisam usar seus diferentes modelos para conseguir uma conectividade total e se tornar uma verdadeira rede de cobertura”, explica Jurandir Pitsch, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina da SES – operadora de satélites, que tem uma frota de 55 unidades geoestacionárias e que fornece serviços de comunicação via satélite para emissoras e provedoras de serviços de conteúdo e internet e redes de operadoras de telefonia fixa e móvel. Segundo ele, a companhia de Betzdorf (Luxemburgo) vai entregar, sob contratos para a Copa, mais de 30 mil horas de cobertura. “A Copa no Brasil nos exige uma largura de banda de satélites e de fibra ótica que nenhum outro evento jamais precisou”, afirma.

Cobertura total

Toda essa capacidade, de acordo com o executivo, permite que o conteúdo seja emitido das 12 cidades-sede da Copa do Mundo para todo o mundo. “Além disso, as emissoras também vão utilizar outros satélites da companhia em conjunto com uma ampla infraestrutura terrestre, para ampliar a distribuição de cobertura do evento para outras várias regiões”, explica ele, destacando que entre as requisições das contratantes estão a infraestrutura de bandas C e Ku dos satélites e também os serviços de teleportos, como o uplink, o downlink e o reenvio dos sinais.

“Para chegar ao México e aos Estados Unidos, por exemplo, é disponibilizada a capacidade do modelo AMC-9, enquanto os satélites SES-1, SES-2, SES-4, SES-5, SES-6 e AMC-1 vão atuar para levar as imagens para os mais diversos pontos do globo”, informa Jurandir Pitsch, completando que, além dos satélites, a companhia também está utilizando sua rede de teleportos nos Estados Unidos, Europa e Ásia para distribuir os sinais para outras áreas do planeta, como a Ásia, Austrália e o Oriente Médio. “Em suma, estamos realmente levando a Copa no Brasil para as casas de todos os cantos do planeta.”
Jurandir Pitsch lembra que devido à grandiosidade de um evento como este, as operadoras contratantes de satélite podem solicitar serviços de mais de uma empresa do setor. “Pode, por exemplo, nos contratar para cobrir destinos internacionais e uma concorrente para a cobertura nacional, ou vice-versa. Pode levar por nossos satélites o sinal até a Europa e de lá usar outra estrutura para chegar à Africa. Enfim, devido aos satélites todo o planeta vai acompanhar os jogos e tudo que se relaciona a esta Copa do Mundo.”

Evolução

Hoje, um evento como a Copa no Brasil é transmitido para todo o globo em tempo real e com recursos de imagens impressionantes. Mas, para isso ocorrer, foram anos e anos de evolução. A primeira Copa vista ao vivo foi a de 1954, na Suíça. Porém, apenas oito países da Europa a assistiram: França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Dinamarca e a própria Suíça. O resto do mundo só tinha acesso ao material dias depois, quando os filmes chegavam por via aérea e terrestre. Alguns lugares exibiam os jogos um mês depois de ele ter sido realizado. Na Copa do Chile, em 1962, a situação melhorou um pouco e os jogos do Brasil foram passados aqui dois dias depois de realizados. O mesmo ocorreu em 1966, na Inglaterra.

Já a Copa de 1970, no México, foi a primeira a passar ao vivo para o país, já com transmissão via satélite. Vários países assistiram aos jogos em cores, mas por aqui a conquista do tri chegou só em preto e branco e com poucos recursos. Apesar das limitações, graças aos satélites a partir de 1970 não paramos mais de acompanhar as Copas ao vivo. E a cada edição com mais e sensacionais possibilidades de imagens. Este ano, por exemplo, os satélites levarão para o mundo imagens captadas por 34 câmeras por partida, contra apenas quatro em 1970.

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade