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Estado de Minas

Pane no motor pode ser causa de explosão de foguete russo

Foguete russo não tripulado, que carregava três satélites, colapsa segundos depois de ser lançado no Cazaquistão. O lançador carregava 600 toneladas de combustível


postado em 03/07/2013 08:00 / atualizado em 03/07/2013 09:25


(foto: STR/AFP %u2013 15/5/13)
(foto: STR/AFP %u2013 15/5/13)

Moscou – Uma pane nos motores foi a causa mais provável para a explosão de um foguete russo Proton-M que transportava três satélites do sistema de localização Glonass e que explodiu ontem, pouco depois do lançamento na base de Baikonur, no Cazaquistão. O foguete mudou de trajetória 16 segundos depois de seu lançamento, porque “seus motores deixaram de funcionar”, segundo um comunicado da agência Roskosmos. O equipamento caiu a 2,5 quilômetros do local de lançamento, provocando uma grande nuvem tóxica, o que preocupa autoridades locais, uma vez que várias pessoas vivem nas proximidades do local.
O lançamento foi transmitido ao vivo pela Agência Espacial russa (Roskosmos) e pela rede de televisão pública Rossia 24, cujas imagens mostraram o foguete caindo imediatamente depois de ser lançado. Foi formada uma cratera de entre 150 e 200 metros de diâmetro no local da queda. As informações são de que o acidente não deixou vítimas ou danos. No entanto, “provocou um vazamento de combustível”, indicou a agência espacial do Cazaquistão (Kazkosmos).
O lançador transportava 600 toneladas de combustível, segundo o chefe da Kazkosmos, Talgat Musabaiev, que provocaram “uma nuvem de fumaça provocada pela combustão”. Funcionários cazaques levantaram a hipótese de a fumaça ser um risco para a população local. Os moradores de várias cidades nos arredores do cosmódromo receberam instruções de permanecer em suas casas e de não abrir as janelas, informou à Agência France Presse a porta-voz do ministério cazaque de Situações de Urgência, Kristina Mokhamed.

Chuva

Alguns funcionários da base de Baikonur foram retirados devido à essa “nuvem tóxica”, afirmou uma fonte do cosmódromo, citada pela agência russa de informações Interfax. O diretor do centro Khrunitchev, que projetou os foguetes Proton, minimizou os riscos de contaminação tóxica provocada pelo acidente. “Chovia bastante quando a explosão ocorreu. Isso vai reduzir consideravelmente a zona de contaminação. A nuvem quase que se dispersou totalmente”, disse Alexandre Seliverstov, que assistiu ao lançamento em Baikonur.
Uma comissão especial liderada pelo chefe da Roskosmos, Alexandre Lopatin, foi criada para investigar o acidente. O porta-voz do Kremlin informou que o presidente Vladimir Putin foi informado do problema, mas que era muito cedo para tirar conclusões. O ministro cazaque de Situações de Urgência, Vladimir Bojko, declarou em um conselho de ministros que, segundo as primeiras informações, o acidente foi provocado por problemas em um motor.
Nos últimos anos, a Rússia registrou vários problemas nos lançamentos de satélites e de veículos de transporte para a Estação Espacial Internacional (ISS). Em dezembro de 2010, três satélites Glonass lançados com um foguete Proton caíram no Oceano Pacífico em consequência do excesso de combustível no lançador. O Glonass é um sistema de localização que pretende competir com o GPS americano e com o futuro sistema europeu Galileo.


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