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Estado de Minas

Um balanço da Computex 2013


postado em 13/06/2013 00:12 / atualizado em 13/06/2013 12:58

Finda a Computex 2013, no último sábado, em Taipei, Taiwan, os organizadores fizeram o tradicional balanço do final do evento em uma entrevista coletiva para a imprensa internacional. Por suas próprias características e por ser a feira de informática mais antiga realizada regularmente (esta foi a 33ª edição anual), deste balanço não se devem esperar grandes surpresas. Como nos últimos anos, mais de 130 mil visitantes estiveram presentes, sendo que, destes, segundo os dados fornecidos na entrevista coletiva, exatos 38,2 mil vieram do exterior. Os organizadores esperavam um pouco mais, mas esses números se aproximam bastante dos obtidos no evento do ano passado.

Estes visitantes estrangeiros provêm, como é natural, majoritariamente da Ásia, posto que, tradicionalmente, a Computex reúne as principais indústrias, distribuidores e clientes do continente. Portanto, não é de se estranhar que 60% do total de visitantes estrangeiros venham daqui (no momento em que redijo esta coluna ainda estou no continente asiático). Nem que dentre eles a lista seja liderada pelo Japão, cuja indústria de TI talvez seja a maior concorrente da de Taiwan.

Também não há razão para estranhar o fato de que o segundo país em número de visitantes seja os EUA. Afinal, lá está o maior contingente de compradores. Portanto, a lista dos 10 primeiros não ofereceu surpresas. Em ordem decrescente de visitantes, foram: Japão, EUA, China continental, Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Indonésia, Tailândia, Malásia e, fechando a fila, o único país europeu: a Alemanha.

Mas, se a lista não mudou, mudou a taxa de crescimento do número de visitantes enviados anualmente por alguns países. Assim, este ano vieram 46% a mais de visitantes da Indonésia que no ano anterior. Outro país cujo crescimento do número de visitantes chamou a atenção foram os Emirados Árabes, com 37% a mais que no ano passado. Além deles, Tailândia e Canadá aumentaram seu número de visitantes em respectivamente 25% e 17%, quem sabe refletindo os efeitos da situação econômica mundial, que vem forçando uma alteração nos principais eixos em torno dos quais giram os negócios.

Já por região, a mudança foi pequena. Como já mencionado, a liderança coube à Ásia, com 60% do total de visitantes estrangeiros. Só os EUA forneceram 13% e a Alemanha 12%, enquanto o número de visitantes provenientes de toda a América Latina não chegou a atingir 2% do total. O que não é de se estranhar não apenas devido à importância relativa no mercado de TI quanto em virtude da grande diferença de fuso horário e da enorme distância, que torna a viagem cara e excessivamente cansativa. Eu que o diga...

Quanto à feira propriamente dita, a maior novidade foi mesmo o lançamento da quarta geração da família de processadores Intel Core, denominada Haswell, já comentada na semana passada. Além disso – ou somando-se a isso, já que o Haswell foi desenvolvido tendo claramente como alvo os dispositivos móveis – o grande assunto da feira foram esses dispositivos. A Acer, um dos gigantes taiwaneses, apresentou o primeiro tablete de 8” rodando Windows 8, assim como seu Iconia W3, que além do Windows 8 traz a suíte MS Office pré-instalada. E lançou seu novo ultrabook Aspire S3 com uma tela de 13.3”.

A Gigabyte, outra das principais indústrias taiwanesas do setor, lançou seu P35K, um micro portátil tipo notebook que tem como alvo os aficionados por jogos, mas que, não obstante sua elevada capacidade de processamento gráfico, é leve e de pequena espessura. Mas o mundo dos dispositivos móveis já não mais se restringe aos telefones espertos, tabletes e micros portáteis. Agora estão aparecendo também os computadores vestíveis (wearables computers), que no momento se resumem aos relógios “espertos”, ou seja, repletos de funções além de simplesmente contar o tempo (se bem que, como já comentei alhures, não me parece correto afirmar que usar um relógio de pulso seja “vesti-lo”).

Eles já existem há algum tempo, mas além de marcar data e hora e oferecer cronômetros e alarmes, traziam pouco mais que um ou outro joguinho e uma máquina de calcular simples. Os novos, porém, fazem muito mais que isso. Alguns rodam o sistema operacional Android e oferecem um imenso número de aplicativos. Há até alguns que funcionam como telefone – e quem já ouviu falar de Dick Tracy sabe que ele haveria de ficar orgulhoso. Mas o fato é que, na Computex 2013, seis empresas lançaram modelos desses dispositivos. A Mitac, por exemplo, lançou um que ajuda a “aperfeiçoar os estilos de vida saudáveis e inteligentes”. Eu não sei exatamente o que ela quis dizer com isto e o que o danado do reloginho faz, mas que a frase impressiona, lá isso é verdade.

* Nesta edição, excepcionalmente, não publicamos o complemento Pergunte ao Piropo


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