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Estado de Minas

Popularização do pagamento pelo celular está a caminho

Sistema de pagamento via SMS e por meio de tecnologia de transmissão de dados de curta distância é regulamentado pelo governo. Operadoras lançam novidades e disputam clientes


postado em 30/05/2013 09:30 / atualizado em 30/05/2013 09:35

Shirley Pacelli

 

Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A)
Santana Dardot, professor de mobile marketing, destaca as vantagens das transações pelo celular: conveniência, segurança e simplicidade (foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A)

Um recorde de doações móveis. Foi como definiu a Mobile Giving Foundation, em 2010, à contribuição de cerca de US$ 10 milhões às vítimas do terremoto no Haiti por meio de mensagens de texto – cerca de 10 mil SMSs por segundo. Bastava digitar “Haiti” e enviar para o número que a doação seria cobrada na conta de telefone do usuário. O sistema simples e prático, similar àquele de contratação de pacotes de mensagens de horóscopo, notícias e dicas de emagrecimento no celular, é a plataforma utilizada também pelos novos serviços de transações oferecidas pelas operadoras de telefonia móvel no Brasil. No dia 20, o governo anunciou uma medida provisória para regulamentar os pagamentos feitos por meio do aparelho. A previsão é que essa modalidade de transação deva alcançar 50% dos brasileiros em dois anos. O objetivo é garantir a inclusão de mais de um terço da população (36% de acordo com a Confederação Nacional da Indústria) que não tem acesso aos bancos.

Segundo Santana Dardot (foto), de 37 anos, diretor de Proatividade da Tom+Sapien e professor de mobile marketing do Ibmec, a medida é extremamente positiva, pois permite e regulamenta o pagamento direto via mobile, o que vai gerar um crescimento da inclusão bancária e pode aumentar a concorrência no setor para clientes de necessidades mais básicas. Segundo ele, para a solução se popularizar no Brasil, é preciso que os principais bancos, as operadoras de cartão e companhias telefônicas adotem a novidade e garantam a interoperabilidade entre as soluções de pagamento. Além, é claro, da adoção pelo comércio e o usuário final. “Para o consumidor, há a vantagem de se carregar menos coisas no bolso, a conveniência, a segurança e a simplicidade. Para os bancos e empresas de telecom, surge a “bancarização” de um novo setor da economia e a possível futura simplificação de processos”, ressalta.

O QUE VEM POR AÍ

No Brasil, já existem transações baseadas em SMS, pagamento via internet nos dispositivos móveis e pagamentos a partir de cartão pré-pago ou créditos nos celulares. O que está por vir é a adoção da tecnologia near field communication (NFC), rede de transmissão de dados de curta distância. Já se fazem pagamentos via NFC em estágios iniciais. Atualmente, há testes da TIM, Itaú, Bradesco, Claro, Vivo, Mastercard e Visa (já existem cerca de 230 mil terminais da Cielo prontos para o NFC). O PagSeguro também lançou uma plataforma de pagamento via NFC para três modelos de aparelhos da Nokia. Durante o Mobile World Congress, em fevereiro, em Barcelona (Espanha), a Visa anunciou um sistema de pagamento por celular, utilizando NFC, que deve equipar a próxima geração de smartphones da Samsung. A Mastercard, por sua vez, apresentou sua carteira virtual, que permite armazenar detalhes dos cartões nos celulares.

Para Santana Dardot, alguns gigantes do setor ainda não apostam na tecnologia, como a Apple e a rede inglesa de varejo Tesco. E nos países onde já existe o pagamento via NFC, percebe-se uma certa relutância dos clientes em utilizar o recurso para pagamentos devido a hábitos arraigados. “O sistema requer que o cliente e o estabelecimento tenham aparelhos com a função, o que atualmente não se aplica a muitos modelos de celulares”, ressalva.


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